Trabalhos
realizados pelos alunos do 12ºC na disciplina de Biologia sobre algumas
técnicas de reprodução medicamente assistida e contraceção.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
20 de fevereiro – Dia Mundial da Justiça Social
"Eu sou um intelectual que não
tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as
pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes
da caridade".
Paulo Freire, pedagogo e
filósofo brasileiro (1921-1997)
Em
novembro de 2007, a Organização das Nações Unidas instituiu o dia 20 de
Fevereiro como o Dia Mundial da Justiça
Social, com o objetivo de promover a reflexão sobre a necessidade de
existir Justiça Social em todos os países do mundo. As principais metas para a
realização da Justiça Social são a eliminação da pobreza, o acesso a emprego
digno, a eliminação de todo o tipo de discriminações e também melhorar o bem-estar
da população. Para tal, a Organização das Nações Unidas aposta em iniciativas
para a difusão e o incentivo de políticas de inclusão social e proteção dos
mais pobres e desafortunados, garantindo assim que os que têm menos acesso
sejam incluídos no ciclo do desenvolvimento.
A
falta de justiça social afeta ainda hoje muitos países no mundo e de forma mais
grave aqueles que enfrentam regimes de governo não democráticos, onde os
esforços têm sido intensificados para melhorar as condições de vida da
população.
Do
ponto de vista da ética e justiça social, o respeito pelos direitos humanos
deve ser uma das bases de qualquer sociedade, pois somente a partir dele se pode
garantir a vida com dignidade e a eliminação dos abusos e, por consequência, da
desigualdade.
A educação
é uma das bases para a promoção da Justiça Social pois é através da educação
que os seres humanos se desenvolvem como cidadãos e adquirem condições de
acesso a um emprego digno, garantia também de uma vida plena e realizada.
Em
2108, a Organização Internacional do Trabalho (organismo especializado da ONU) celebra
o Dia Mundial da Justiça Social lembrando os cerca de 150 milhões de
trabalhadores migrantes em todo o mundo.
Saiba
mais em
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Dia dos Namorados - uma exposição na Biblioteca
O Beijo (1907/1908) - Gustav Klimt
“Qualquer
um que desejar saber algo sobre mim deve olhar atentamente para as minhas
pinturas e procurar reconhecer nelas o que eu sou e o que eu quero”.
Gustav Klimt
Talvez
a obra mais famosa do pintor austríaco Gustav Klimt, O Beijo foi a inspiração para os alunos do 9º ano do ECB
comemorarem o Dia dos Namorados.
Exposição patente na Biblioteca do ECB.
Gustav
Klimt nasceu em Viena, a 14 de julho de 1862, e morreu na mesma cidade, em 6 de
fevereiro de 1918.
Gustav Klimt
Em
O Beijo, executado entre 1907 e 1908
e originalmente nomeado Casal de
Namorados, Klimt comunica uma sexualidade latente, retratando sensualidade
e erotismo: um homem e uma mulher abraçados sob um tapete de flores; o homem
inclinado a beijá-la. Críticos e historiadores de arte afirmam que o casal
retratado é o próprio Klimt com Emilie Flöge, a sua eterna companheira e musa,
que aqui aparece como mulher fatal e submissa. O contorno do homem, definido
por ornamentos retangulares, simbolizará a sua masculinidade, impondo movimento
no pescoço forte. A mulher, pelo contrário, através de contornos arredondados, é
representada de forma passiva - ajoelhada em frente ao homem - num gesto claro
de subordinação.
Esta
obra integra-se na fase dourada do artista (da qual fazem parte pinturas como O Retrato de Adele Bloch-Bauer I, Judith ou Danaë) e contém na sua composição elementos de ouro, além de
detalhes que simulam ametistas, safiras, rubis, opalas e esmeraldas.
Em
1988, 70 anos após a morte do artista, expiraram os direitos de autor da obra e
O Beijo passou a ser comercializado
de forma massiva, tornando-se estampa dos mais diversos produtos da indústria
cultural. A obra original, executada em óleo sobre tela e medindo 180x180
centímetros, está exposta na Galeria do Palácio Belvedere, em Viena, que abriga
a maior coleção do mundo com obras do artista.
Para saber mais sobre a obra e o artista, clique em
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Paul Auster - autor do mês de fevereiro
A literatura é essencialmente
solidão. Escreve-se em solidão, lê-se em solidão e, apesar de tudo, o acto de
leitura permite uma comunicação entre dois seres humanos.
O
escritor norte-americano Paul Auster nasceu em Newark, New Jersey, Estados
Unidos, no dia 3 de fevereiro de 1947. Nome cimeiro da atual literatura
norte-americana, um escritor de romances “sobre almas solitárias”, tem a sua
obra traduzida em mais de quarenta línguas e romances como Timbuktu, O Livro das Ilusões,
A Noite do Oráculo ou o mais recente 4 3 2 1 podem ser considerados obras
ímpares da literatura universal.
A
sua estadia em França, entre 1971 e 1975, aproximou-o da literatura francesa,
cuja influência o marcou para sempre. André Breton, Paul Éluard, Stéphane
Mallarmé, Jean-Paul Sartre ou Maurice Blanchot são alguns dos escritores
franceses que mais admira, contribuindo para a sua difusão junto dos leitores
norte-americanos traduzindo-os para a língua inglesa. Além destes autores, Paul
Auster refere ainda como influências Dostoiévski, Ernest Hemingway, F. Scott
Fitzgerald, Faulkner, Kafka, Hölderlin, Samuel Beckett e Marcel Proust.
Em
1982, Paul Auster começa a carreira como escritor, quando, sob o pseudónimo de
Paul Benjamin, publica Squeeze Play,
um romance policial que foi apenas distribuído por duas livrarias de Nova
Iorque e do qual poucos exemplares foram vendidos. O sucesso viria depois e
sempre mais reconhecido na Europa do que no seu próprio país.
Em
1993, foi nomeado Cavaleiro da Ordem das
Artes e das Letras em França e ganhou o Prémio
Médicis para Literatura Estrangeira. Em 2006, foi-lhe atribuído o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras.
A
sua obra encontra-se preenchida por histórias fortes numa prosa limpa. O confronto
entre o indivíduo e o vazio, o poder da contingência, a natureza da solidão e
memória são alguns dos temas que recorrentemente aborda nos seus romances. A
narração é geralmente levada a cabo por personagens cuja perturbação vai
aumentando à medida que a ação se desenvolve. Realismo, fantasia, acaso e
potencialidades realizadas e irrealizáveis vão-se fundindo de forma
indestrinçável.
Em
muitos dos seus livros é evidente a influência do cinema: as histórias
desenrolam-se numa sucessão que fazem lembrar um thriller, usando o método da "caixa chinesa", sucessão de
histórias no interior umas das outras. Esta ligação ao mundo cinematográfico
fica consolidada em 1995, quando, em parceria com Wayne Wang, realiza os filmes
Smoke e Blue in the Face, de cujos argumentos é também autor. Em 1998, realiza
o filme Lulu on the Bridge, igualmente
a partir de argumento seu. Em 2006, realiza The
Inner Life of Martin Frost, filme produzido pelo português Paulo Branco e
baseado no seu romance O Livro das
Ilusões, publicado em 2002.
Em
2017, e após sete anos sem publicar, Paul Auster presenteia os seus leitores
com 4 3 2 1, romance ambicioso, com
872 páginas, e que, partindo de questões como O que nos motiva verdadeiramente? O que nos leva a optar por um caminho
em detrimento de outro? De que futuros abdicamos pelo simples facto de termos
apenas uma vida para viver?, nos conduz por quatro possíveis destinos de
uma mesma vida, a de Archibald Isaac Ferguson, uma só criança a quem são dados
quatro caminhos ficcionais diferentes, quatro direções possíveis. Uma pessoa
que se desdobra em quatro, para assim viver quatro vidas paralelas e
absolutamente diferentes, mercê das circunstâncias, do acaso e das escolhas.
Além
de poeta, tradutor, crítico de cinema e de literatura, romancista e autor de
argumentos para cinema, Paul Auster deu aulas de escrita criativa na
Universidade de Princetown, em Nova Iorque.
Vive
em Brooklin, com a também escritora e crítica de arte Siri Hustvedt.
Obras
publicadas
(*) obras que integram
o catálogo da Biblioteca do ECB
Ficção
- Squeeze Play (1982) (romance policial, sob o pseudónimo de Paul Benjamin)
- A Trilogia de Nova Iorque (1987) (*)
- Cidade de Vidro (1985)
- Fantasmas (1986)
- O Quarto Fechado (1986)
- No País das Últimas Coisas (1987)
- Palácio da Lua (1989) (*)
- A Música do Acaso (1990)
- Leviathan (1992) (*)
- História de Natal de Auggie Wren (1992)
- Mr. Vertigo (1994)
- Timbuktu (1999) (*)
- O Livro das Ilusões (2002)
- A História da Minha Máquina de Escrever (2002)
- A Noite do Oráculo (2004) (*)
- As loucuras de Brooklyn (2005)
- Viagens no Scriptorium (2007)
- Homem na Escuridão (2008) (*)
- Invisível (2009) (*)
- Sunset Park (2010)
- 4 3 2 1 (2017)
Não ficção
- Invenção da Solidão (1982)
- O Caderno Vermelho (1995) (*)
- Experiências com a Verdade (1995)
- Da Mão para a Boca (1997)
- Diário de Inverno (2012)
- Relatório do Interior (2013)
Coordenações editoriais
- The Random House Book of Twentieth-Century French Poetry (1982).
- Pensei que o meu pai era Deus (2001) – coletânea de histórias reais de ouvintes do National Story Project, da National Public Radio norte-americana.
- Works of Samuel Beckett the Grove Centenary Editions (2006)
Argumentos para cinema
- Smoke, 1995
- Blue in the Face, 1995
- Lulu on the Bridge, 1998
- The Center of the World, 2001 (em co-autoria com Siri Hustvedt e Miranda July)
- The Inner Life of Martin Frost, 2006
Reconhecimentos,
galardões e prémios literários
- 1989 – Prix France Culture de Littérature Étrangère por A Trilogia de Nova Iorque
- 1990 – Morton Dauwen Zabel Award da American Academy and Institute of Arts and Letters
- 1991 – Finalista do PEN/Faulkner Award for fiction com o romance A Música do Acaso
- 1993 – Chevalier dans l'ordre des Arts et des Lettres (Ordem das Artes e das Letras da República Francesa)
- 1993 – Prix Médicis - Melhor Romance Estrangeiro por Leviathan
- 1996 – Bodil Awards - Melhor Filme Americano: Smoke
- 1996 – Independent Spirit Award - Melhor Argumento: Smoke
- 1996 – John William Corrington Award for Literary Excellence
- 2000 – Prémio Literário Arzobispo Juan de San Clemente, de Santiago de Compostela, pelo romance Timbuktu
- 2003 – A Trilogia de Nova Iorque é eleita pelo The Guardian/The Observer como uma das 100 melhores obras de ficção de todos os tempos
- 2004 – Prémio Qué Leer de los lectores pelo romance A Noite do Oráculo
- 2006 – Prémio Qué Leer de los lectores pelo romance As Loucuras de Brooklyn
- 2006 – Em Brooklyn, o dia 27 de Fevereiro foi declarado pelo presidente desse Distrito de Nova Iorque como o 'Paul Auster Day'
- 2006 – Prémio Príncipe das Astúrias das Letras
- 2006 – Eleito como membro regular da The American Academy of Arts and Letters
- 2007 – Doutor 'Honoris Causa' pela Universidade de Liège
- 2009 – Premio Leteo (Espanha)
- 2012 – NYC Literary Honor for Fiction pelas mãos de Michael Bloomberg, Mayor de Nova Iorque
- 2017 – Finalista do Man Booker Prize for Fiction com o romance 4 3 2 1
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
A geometria na arquitetura - um vídeo
Através
de obras de arquitetos de renome como Antoni Gaudí, Felix Candela e Oscar
Niemeyer, este filme pretende evidenciar a forma natural como se entrelaçam as
fórmulas, a geometria das formas e a sua concretização.
Projeto Geometria Intuitiva e Interativa
Clique no link para conhecer este Projeto
www.gi2.pt
Reúne-se nesta galeria um conjunto de aplicações interativas que exploram conceitos elementares de geometria transversais a vários níveis de ensino.
O
Projeto Geometria Intuitiva e Interativa, financiado pela Fundação
Calouste Gulbenkian no âmbito
dos “Projetos Inovadores no Domínio Educativo”, pretende proporcionar uma
abordagem intuitiva de temas de geometria baseada na observação
de objetos e na transformação de figuras. Para o efeito é
utilizado o software de geometria dinâmica
de acesso livre GeoGebra, assim como materiais apelativos que possibilitem a
manipulação.
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Autor do mês - Vergílio Ferreira
Veio
ter comigo hoje a poesia.
Há
quanto tempo? Desde a juventude.
Veio
num raio de sol, num murmúrio de vento.
E
a ilusão que me trouxe de uma antiga alegria
reinventou-me
a antiga plenitude
que já não
invento.
In Conta Corrente I
Vergílio
António Ferreira nasceu no dia 28 de janeiro de 1916, na aldeia de Melo,
concelho de Gouveia, e morreu em Lisboa, no dia 1 de março de 1996.
A sua
infância e adolescência foram passadas na região da Serra da Estrela e será
essa a paisagem que percorre muitos dos seus romances.
Depois
de concluir o curso liceal no Liceu da Guarda, entrou para a Faculdade de
Letras da Universidade de Coimbra, licenciando-se em Filologia Clássica em 1940.
Como professor de Português, Latim e Grego percorreu vários liceus do país: de
Faro a Bragança, de Gouveia a Lisboa, cidade onde terminou a sua carreira
docente, no Liceu Camões.
Em
1939, escreveu o seu primeiro romance, O
Caminho Fica Longe, publicado em 1943.
Com
cerca de 50 títulos publicados, a sua obra percorre vários géneros, da ficção
(romance, conto) ao ensaio e diário e pode ser agrupada em dois períodos literários:
o Neorrealismo (de 1939 a 1947) e o Existencialismo (de 1953 a 1996).
Manhã Submersa (1954) e Aparição (1959) são consideradas as obras que iniciam o período em
que Vergílio Ferreira adere a preocupações de natureza metafísica e
existencialista.
Manhã Submersa retrata a passagem pelo Seminário
do Fundão, onde entrou aos 12 anos.
“O
despertar para a vida de uma criança, entre a austeridade da casa senhorial de
D. Estefânia, a sensualidade da sua aldeia natal e o silêncio das paredes do
seminário. Um jovem seminarista de 12 anos é obrigado a ir para o seminário. E
a história desenrola-se em torno das vivências e sentimentos que o jovem
seminarista vai experimentando. Num ambiente negro, triste, ríspido e severo do
seminário, o jovem descobre-se e descobre o mundo que o rodeia: a repressão na
educação, a pobreza da sua terra, as desigualdades sociais, o desejo do seu
corpo, a camaradagem, a amizade, o amor” (in https://www.wook.pt/livro/manha-submersa-vergilio-ferreira/220796).
Em
1980, o realizador Lauro António adapta esta obra para o cinema, desempenhando
o próprio Vergílio Ferreira um dos principais papéis, o de Reitor do Seminário,
contracenando com grandes nomes do cinema português, como Eunice Muñoz, Canto e
Castro, Jacinto Ramos e Carlos Wallenstein.
Em
Aparição, o narrador-personagem
Alberto Soares procura compreender a realidade da sua existência, buscando a
descoberta da pessoa que há em cada um de nós e a revelação de si a si próprio
(a aparição), através da memória do
passado, um mais distante, da infância, e o outro, mais recente, de professor
de língua e literatura que, recém-formado, vai trabalhar para Évora, a cidade
dos pais. Em Évora conhece Sofia, a quem começa por dar lições de Latim e com
quem se envolve numa relação como se fosse "o último amor de dois condenados"
(cap.7), e as suas irmãs Ana, a mais velha, que o seduz pela sabedoria, e
Cristina, criança ainda que, aos 7 anos, toca Chopin divinamente e cuja morte
vai possibilitar a Alberto a
exaltação integral da condição humana. Talvez Alberto, o herói que alcançou a
sua aparição, possa ser visto como um
alter-ego de Vergílio Ferreira, pois se o autor escreveu sobre estas teorias, é
porque também ele pensou sobre elas.
Aparição é considerada “uma das obras mais
emblemáticas do romance português do século XX - e um momento decisivo no
percurso literário e filosófico do autor, personificado, de alguma maneira,
pelo encontro entre Alberto e Cristina [...]. Em Aparição, o que está em jogo é o destino e a insatisfação diante do
visível, ou seja, toda a nossa condição humana. Um romance inesquecível que
atravessa o tempo e fixa as inquietações que nunca cessam” (in https://www.wook.pt/livro/aparicao-vergilio-ferreira/15429114).
Durante
treze anos (entre 1981 e 1994), Vergílio Ferreira publicou nove volumes de diário,
aos quais deu o título genérico de Conta-Corrente.
Os textos contidos nesses volumes vão desde fevereiro de 1969 (altura em que
iniciou a sua escrita) até dezembro de 1992 (altura em que terá abandonado o
género). Os volumes, onde procura “o registo diário do que me foi afectando”,
subdividem-se em duas séries: a primeira composta por cinco volumes e a segunda
por quatro. Por várias vezes pensou abandonar este projeto, pois sentia que se
estava a expor demasiado perante o leitor, mas, apesar deste conflito interior
(«Extremamente difícil continuar este diário. (…) Que me leiam um romance, não
me perturba. Mas não que me leiam a mim.»), a escrita do diário prossegue.
Algumas
das suas obras forma publicadas a título póstumo: Cartas a Sandra (obra inacabada), em 1996; Espaço do Invisível V, em 1998; Escrever,
em 2001, o último livro que escreveu e onde repensa e atualiza os grandes temas
de sempre: a matéria da escrita e da arte, o corpo, a velhice e a doença, a
morte, o abismo para onde, na sua opinião, a civilização caminha (não deixando
de lado uma matéria que ultimamente tanto se discute: o poder perverso da
televisão); e Diário Inédito, em
2010, correspondendo a um diário escrito entre 1944 e 1949, e que contém
reflexões literárias e filosóficas, comentários de leituras e de episódios do
dia-a-dia, evidenciando já algumas características que virão, anos mais tarde,
a expandir-se em Conta-Corrente.
Foram
vários os prémios que Vergílio Ferreira recebeu ao longo da vida.
A
3 de Setembro de 1979 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da
Espada.
Entre
os prémios literários, destacam-se o Prémio Camilo Castelo Branco, da Sociedade
Portuguesa de Autores, pela obra Aparição
(1960); Prémio D. Dinis (1981); o Prémio Literário Município de Lisboa (1983);
Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística (1984 e 1991); Grande Prémio de
Romance e Novela APE/IPLB (1987), com Até
ao Fim; Prémio Femina (França, 1990), com Manhã Submersa; Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB (1993);Prémio
P.E.N. Clube Português de Ensaio (1993).
Em 1991, recebeu o
Prémio Europália, em Bruxelas, pelo conjunto da sua obra. Na cerimónia em que o
Prémio lhe é atribuído, lê o magnifíco texto «A Voz do Mar», de onde se extrai
“Uma língua é o lugar donde se vê o mundo e em que se
traçam os limites do nosso pensar e sentir. Da minha língua vê-se o mar. Da
minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou
o silêncio do deserto. Por isso a voz do mar foi em nós a da nossa inquietação.
Assim o apelo que vinha dele foi o apelo que ia de nós.”
Em
1992 foi eleito para a Academia das Ciências de Lisboa e, pelo conjunto da sua obra,
foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o mais importante prémio literário dos
países da língua portuguesa.
Vergílio
Ferreira morreu no dia 1 de março de 1996, em sua casa, em Lisboa, na freguesia
de Alvalade O funeral foi realizado no cemitério de Melo, a sua terra-natal e,
a seu pedido, o caixão fora enterrado virado para a Serra da Estrela.
O seu nome continua
atualmente associado à literatura através da atribuição anual do Prémio
Vergílio Ferreira pela Universidade de Évora, que distingue o conjunto da obra
literária de um autor de língua portuguesa relevante no âmbito da narrativa
e/ou ensaio. No dia 21 de dezembro de 2017,
Gonçalo M. Tavares venceu o Prémio Literário Vergílio Ferreira 2018.
Obras de Vergílio Ferreira
1938 – A curva de uma vida (póstumo
2010, do espólio)
1943 – O Caminho Fica Longe
1944 – Onde Tudo Foi Morrendo
1946 – Vagão "J"
1947 – Promessa (póstumo 2010, do
espólio)
1949 – Mudança
1953 – A Face Sangrenta
1954 – Manhã Submersa
1959 – Aparição
1960 – Cântico Final
1962 – Estrela Polar
1963 – Apelo da Noite
1965 – Alegria Breve
1971 – Nítido Nulo
1972 – Apenas Homens
1974 – Rápida, a Sombra
1976 – Contos
1979 – Signo Sinal
1983 – Para Sempre
1986 – Uma Esplanada Sobre o Mar
1987 – Até ao Fim
1990 – Em Nome da Terra
1993 – Na Tua Face
1995 – Do Impossível Repouso
1996 – (póstuma) Cartas a Sandra
Ensaios
1943 – Sobre o Humorismo de Eça de
Queirós
1957 – Do Mundo Original
1958 – Carta ao Futuro
1963 – Da Fenomenologia a Sartre
1963 – Interrogação ao Destino,
Malraux
1965 – Espaço do Invisível I
1969 – Invocação ao Meu Corpo
1976 – Espaço do Invisível II
1977 – Espaço do Invisível III
1981 – Um Escritor Apresenta-se
1987 – Espaço do Invisível IV
1988 – Arte Tempo
1998 – Espaço do Invisível V
(póstumo)
Diários
1980 – Conta-Corrente I
1981 – Conta-Corrente II
1983 – Conta-Corrente III
1986 – Conta-Corrente IV
1987 – Conta-Corrente V
1992 – Pensar
1993 – Conta-Corrente-nova série I
1993 – Conta-Corrente-nova série II
1994 – Conta-Corrente-nova série III
1994 – Conta-Corrente-nova série IV
2001 – Escrever (póstumo)
2010 – Diário Inédito (póstumo, do
espólio 1944-1949)
Algumas ligações para saber mais sobre a vida e a obra de Vergílio Ferreira
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
CONCURSO NACIONAL DE LEITURA - ENSINO SECUNDÁRIO
FASES DO CONCURSO
Fase Regional
1º momento – Escola: 7 de fevereiro de 2018, 14:30 –
apresentação oral
2º momento – Biblioteca Municipal de
Alcobaça: entre 3 de março e 25 de abril de 2018
3º momento – Comunidade
Intermunicipal: até 25 de maio de 2018, numa Biblioteca Municipal a designar
Fase Nacional
10
de junho de 2018
REGULAMENTO
DA PROVA A REALIZAR NO ECB
ENSINO
SECUNDÁRIO
Destinatários: Alunos do Ensino Secundário
Obras
selecionadas:
Ninguém escreve ao
coronel, de Gabriel
García Márquez
OU
Cem
Anos de Solidão, de
Gabriel García Márquez
Condições
de participação:
- Inscrever-se no Concurso.
- Ler uma das obras selecionadas.
- Respeitar as regras constantes do Regulamento, bem como as decisões do júri.
- Participar, de modo disciplinado, nas eliminatórias.
- Entregar ao DT uma autorização do Encarregado de Educação (caso o aluno seja selecionado para as fases seguintes).
- Inscrição, junto da professora de Português, até ao dia 5 de janeiro.
- Entrega pelas professoras de Português, na Biblioteca, da lista de alunos inscritos até ao dia 9 de janeiro.
- Leitura autónoma da obra.
- Apresentação oral da leitura efetuada (com recurso a power point, com limite máximo de 5 diapositivos) no dia 7 de fevereiro de 2018, pelas 14h30m, em sala a designar.
- Caso o aluno concorrente falte à prova, não poderá realizá-la noutra data.
- O aluno que perturbe a realização da prova fica impedido de participar no concurso.
- Cabe ao júri decidir todas as situações omissas neste regulamento.
O regulamento geral do
concurso deve ser consultado em
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