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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Exposição As Cidades Invisíveis







«As Cidades Invisíveis apresenta-se como uma série de relatos de viagem que Marco Polo faz a Kublai Kan, imperador dos tártaros. [...] A este imperador melancólico, que percebeu que o seu poder ilimitado conta pouco num mundo que caminha em direção à ruína, um viajante visionário fala de cidades impossíveis, por exemplo, uma cidade microscópica que se expande, se expande até que termina formada por muitas cidades concêntricas em expansão, uma cidade teia de aranha suspensa sobre um abismo, ou uma cidade bidimensional como Moriana. [...] Creio que o livro não evoca apenas uma ideia atemporal de cidade, mas que desenvolve, ora implícita ora explicitamente, uma discussão sobre a cidade moderna. [...] Penso ter escrito algo como um último poema de amor às cidades, quando é cada vez mais difícil vivê-las como cidades.»
Italo Calvino
Em As Cidades Invisíveis, o escritor italiano Italo Calvino imagina um diálogo fantástico entre Marco Polo, o maior viajante de todos os tempos, e Kublai Khan, o imperador dos Tártaros, em cuja corte o mercador veneziano terá desempenhado funções diplomáticas. Porque Kublai Khan não pode ver com os seus próprios olhos toda a extensão do seu império, Marco Polo será a sua visão, descrevendo-lhe minuciosamente 55 cidades (imaginárias) por onde teria passado, agrupadas em temas como “as cidades e a memória”, “as cidades e o céu”, “as cidades e os mortos”, “as cidades e o desejo” e todas com nome de mulher (Procópia, Ersília, Olinda, Sofrónia, Tecla, Trude, …).
A partir da leitura de excertos desta obra de Calvino, os alunos do 11º ano do curso de Artes Visuais imaginaram algumas dessas cidades, criando uma técnica mista de representação através da manipulação de mais do que um material.

O resultado do seu trabalho pode ser visto na Exposição que se encontra patente no átrio da Biblioteca.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Dia dos Namorados ou Dia de S. Valentim

Por que é que desde meados do século XIX o dia 14 de fevereiro é comemorado como o Dia dos Namorados no mundo ocidental?

Segundo a tradição cristã, este dia está associado à morte de um bispo romano no século III. O imperador Cláudio II proibiu a realização de casamentos durante as guerras, justificando a proibição com o facto de os solteiros serem melhores guerreiros. No entanto, o bispo Valentim, contrariando a ordem imperial, continuou a celebrar casamentos, razão por que foi preso e condenado à morte. Considerado um mártir pela Igreja, a data da sua morte (14 de fevereiro) passou a associar-se à festa em nome do amor e dos namorados.
Este dia já era assinalado na Roma Antiga pois marcava a véspera da festa anual das Lupercais, celebrada em honra da deusa Juno (mulher de Júpiter e rainha dos deuses, deusa da mulher e casamento) e do deus Pã (também chamado Fauno Luperco – o que protege do lobo –, o deus que terá tomado a forma de uma loba e amamentou os gémeos Rómulo e Remo, lendários fundadores da cidade de Roma).
Em 494 d.C., o Papa Gelásio I proibiu e condenou oficialmente essa festa pagã. Numa tentativa de cristianizá-la, substituiu-a pelo dia dedicado a S. Valentim.
Na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor à porta dos seus amados.
Na sua forma moderna, a tradição surgiu em 1840, nos Estados Unidos, quando a artista Esther Howland resolveu produzir um postal para comemorar o Dia de S. Valentim e vendeu 5000 dólares em cartões do Dia dos Namorados (os Valentine Cards). A sua fama espalhou-se e Esther Howland passou a ser considerada "The Mother of the American Valentine".

Desde aí, a tradição de enviar cartões continuou a aumentar e, a partir do século XX, transforma-se numa prática em todo o mundo.


(Postal de S. Valentim, de Esther Howland) 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Padre António Vieira



Autor do mês de fevereiro - Padre António Vieira

Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras.

Portentosas foram antigamente aquelas façanhas, ó portugueses, com que descobristes novos mares e novas terras, e destes a conhecer o mundo ao mesmo mundo […]. Em nada é segundo e menor este meu descobrimento, senão maior em tudo: […] maior cabo, maior esperança, maior império.
Pe. António Vieira (1608-1697)
Padre António Vieira, religioso, filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus, nasceu em Lisboa, a 6 de fevereiro de 1608, e morreu em Salvador da Baía, Brasil, no dia 18 de julho de 1697.
É considerado uma das mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória e destacou-se também como missionário da Companhia de Jesus no Brasil. Defendeu os direitos dos povos indígenas, combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era por eles chamado de "Paiaçu" (Grande Pai, em tupi). Foi ainda um defensor dos judeus e da abolição da distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos.
Padre António Vieira chegou ao Brasil em 1614, onde o pai desempenhava o cargo de escrivão do Tribunal da Relação da Baía. Começou os seus estudos no Colégio dos Jesuítas de Salvador e em 1623 entrou como noviço na Companhia de Jesus, tendo sido ordenado sacerdote em 1634.
Conhecido pelos seus primeiros sermões, foi professor de Retórica em Olinda a partir de finais de 1626 e, em 1638, foi nomeado professor de Teologia do Colégio Jesuíta de Salvador.
Em 1641, após a Restauração, regressou a Portugal numa missão diplomática, pois integrava a comitiva que veio ao Reino prestar obediência ao novo monarca. Ganhou a confiança de D. João IV e foi por este enviado em missões diplomáticas aos Países Baixos e à França.
As suas pregações a favor dos judeus e os conflitos daí decorrentes com a Inquisição levam-no a regressar ao Brasil onde, entre janeiro de 1653 e setembro de 1661, dirigiu uma Missão no Grão-Pará e Maranhão, defendendo sempre a liberdade dos índios. Vários dos seus Sermões versavam precisamente esta temática, o que o obrigou a deixar o Brasil por reações contrárias às suas ações contra a escravatura, regressando a Portugal.
A partir de então, a sua vida será marcada por conflitos constantes com o Santo Ofício. Procurou proteção junto do Papa, em Roma, obtendo a anulação das suas penas e condenações.
Depois de nova passagem por Lisboa, regressou definitivamente ao Brasil em 1681, por questões de saúde. Em 1688, exerceu a função de Visitador-Geral das Missões do Brasil e dedicou o final da vida à edição dos Sermões, Cartas e de Clavis Prophetarum, uma obra de interpretação profética das Escrituras que iniciara em Roma, mas que não chegou a concluir.
Padre António Vieira morreu em São Salvador da Baía a 18 de julho de 1697, com 89 anos, deixando uma obra complexa que exprime muitas das suas opiniões políticas.
Entre os seus sermões, alguns dos mais célebres são: o "Sermão da Quinta Dominga da Quaresma", o "Sermão da Sexagésima", o "Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda", o "Sermão do Bom Ladrão", o "Sermão de Santo António aos Peixes", entre outros.
Vieira deixou cerca de 700 cartas e 200 sermões, reunidos numa Obra Completa em 30 volumes que começou a ser publicada em 2013 e que inclui cartas, sermões, obras proféticas, escritos políticos, sobre os judeus e sobre os índios, bem como a sua poesia e teatro.
Este projeto, resultado de uma cooperação internacional entre várias instituições de investigação e academias científicas, culturais e literárias luso-brasileiras, sob a égide da Reitoria da Universidade de Lisboa e sob a direção de José Eduardo Franco e Pedro Calafate, foi desenvolvido pelo CLEPUL em parceria com a Santa Casa da Misericórdia e publicado pelo Círculo de Leitores, com o último volume lançado em 2014. Além desta edição portuguesa, será ainda publicada uma seleção de textos em 12 línguas.
Obras de Padre António Vieira no catálogo da Biblioteca do ECB:
Obra Completa (30 volumes)
Sermões
Livro anteprimeiro da história do futuro
Obras escolhidas

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Livros sobre o Holocausto

27 de janeiro – Dia Internacional da Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto

"It would be a dangerous error to think of the Holocaust as simply the result of the insanity of a group of criminal Nazis. On the contrary, the Holocaust was the culmination of millennia of hatred, scapegoating and discrimination targeting the Jews, what we now call anti-Semitism".

António Guterres, Secretário-Geral da ONU

Em 1945, no dia 27 de janeiro foi libertado o maior campo de extermínio nazi, em Auschwitz-Birkenau, pelas tropas soviéticas, no fim da II Guerra Mundial. Em dezembro de 2005, a Assembleia Geral das Nações Unidas, durante a sua 42ª sessão plenária, estabeleceu este dia como o Dia Internacional da Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto.
Este é um dia para recordar os milhões de vítimas provocadas pelo genocídio da Alemanha nazi sobre os judeus, ciganos, homossexuais, entre outros, ocorrido durante a II Guerra Mundial. Esta iniciativa pretende, assim, preservar a memória do holocausto, sensibilizando as novas gerações para a dimensão e consequências do genocídio, de forma a que acontecimentos como este não se repitam.
Algumas ligações da Organização das Nações Unidas sobre esta temática:

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Marcel Proust, Agatha Christie, Charles Dickens

Em Busca do Tempo Perdido, do escritor francês Marcel Proust (1871-1922), é considerado o livro mais longo de todos os tempos. Tem 9 609 000 caracteres, contando os espaços entre as letras. Proust escreveu o primeiro volume, dos sete que compõem a série, em 1912. Com uma saúde frágil, passou boa parte da vida a estudar e frequentar os salões da aristocracia francesa, retratada na sua obra. 




O autor mais traduzido da história é uma mulher, Agatha Christie, e tem pelo menos 8 mil livros traduzidos. Os seus romances policiais conquistaram o mundo, tornando-a conhecida como a Rainha do Crime. Entre os seus livros mais populares temos As dez figuras negras, que foi a sua obra mais vendida.
http://www.culturamix.com/cultura/livros/autores-mais-traduzidos-do-mundo/




Segundo alguns sítios, o livro mais vendido do mundo é o romance Um Conto de Duas Cidades. Escrito pelo britânico Charles Dickens, e publicado em 1859, teve pelo menos 200 milhões de exemplares vendidos no mundo.



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Concurso de Matemática - PANGEA

O Concurso de Matemática PANGEA visa unir alunos de todo o país e motivá-los através da matemática. Queremos que os alunos fortaleçam a sua autoconfiança e as suas capacidades.

Vantagens!
  •       A inscrição no concurso tem o valor simbólico de 1€ por aluno!
  •       A participação é livre e cada aluno deverá decidir se participa.
  •       Não há pré-seleções nem os resultados irão influenciar as notas escolares.
  •      A primeira eliminatória, do 7.° ano ao 10.° ano, consiste em 20 perguntas, das quais mais da metade pertencem à categoria 1 a 3 pontos,  estimulando assim a autoconfiança de estudantes com mais dificuldades.
  •       Cada ano escolar tem o seu próprio enunciado.
  •       Os resultados da 1ª prova são automáticos!
  •     Interessantes prémios e medalhas para os finalistas e diplomas para todos numa fantástica Cerimónia!
  •       Não há trabalho extra para os professores! A Avaliação é automática e feita pelo Pangea através do sistema Edubox num curto período de tempo.



As inscrições decorrem até dia 1 de fevereiro! Inscreve-te junto do teu professor de Matemática!



Mais informações sobre o concurso: www.concurso-de-pangea.com.pt



Maria Vazquez
TLM.: 936317858
TLF.: 226 067 127

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Concurso Nacional de Leitura - Ensino Secundário - alteração de data da 1ª fase




ENSINO SECUNDÁRIO

FASES DO CONCURSO
1ª Fase (Local): 17 de janeiro de 2017, 14:30 – apresentação oral
2ª Fase (Distrital): até 5 de maio de 2017, numa Biblioteca Municipal a designar
3ª Fase (Nacional): junho/julho de 2017, em Lisboa, com transmissão na RTP
REGULAMENTO - 1ª FASE
Destinatários: Alunos do Ensino Secundário
Obra selecionada: Capitães da Areia, de Jorge Amado
Condições de participação:
·         Inscrever-se no Concurso.
·          Ler a obra selecionada.
·         Respeitar as regras constantes do Regulamento, bem como as decisões do júri.
·         Participar, de modo disciplinado, nas eliminatórias.
·         Entregar ao DT uma autorização do Encarregado de Educação (caso o aluno seja selecionado para a 2ª Fase).
Calendarização:
·         Inscrição, junto da professora de Português, até ao dia 14 de dezembro de 2016.
·         Entrega pelas professoras de Português, na Biblioteca, da lista de alunos inscritos até ao dia 16 de dezembro (em documento próprio).
·         Leitura autónoma da obra.
·         Apresentação oral da leitura efetuada (com recurso a power point, com limite máximo de 5 diapositivos) no dia 17 de janeiro de 2017, pelas 14h30m, em sala a designar.
·         Realização de uma prova escrita (ficha de leitura) para efeitos de desempate no dia 23 de janeiro de 2017, pelas 16h40m, em sala a designar.
Divulgação:
·         No dia 25 de janeiro de 2017, na página web e na newsletter do Externato Cooperativo da Benedita, nas redes sociais do Externato Cooperativo da Benedita e da Biblioteca, no jornal Toque de Saída e no circuito interno de TV do nome do aluno que representará o ECB na fase distrital.
Normas de participação:
·         Caso o aluno concorrente falte às provas, não poderá realizá-las noutra data.
·         O aluno que perturbe a realização das provas fica impedido de participar no concurso.
·         Cabe ao júri decidir todas as situações omissas neste regulamento.
O regulamento geral do concurso e as regras relativas à 2ª e à 3ª fases devem ser consultados em www.planonacionaldeleitura.gov.pt.
Benedita, 9 de janeiro de 2017
A Coordenadora do CNL

Teresa Agostinho

Livros novos nas estantes

Livros novos nas estantes da Biblioteca do ECB.