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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Dia das Nações Unidas



Em 24 de outubro de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial, foi fundada a Organização das Nações Unidas, uma organização intergovernamental criada com os objetivos de promover a cooperação internacional, manter a segurança e a paz mundial, promover os direitos humanos, auxiliar no desenvolvimento económico e no progresso social, proteger o meio ambiente e prover ajuda humanitária em casos de fome, desastres naturais e conflitos armados.
Face aos insucessos da Sociedade das Nações (SDN, organização criada em 1919, após a Primeira Guerra Mundial, igualmente com o objetivo de manter a paz e a harmonia entre as nações, e que, contudo, não conseguiu evitar a invasão japonesa da Manchúria em 1931, a Segunda Guerra Ítalo-Etíope e as expansões alemãs sob o comando de Adolf Hitler, que culminaram na Segunda Guerra Mundial), nas conferências interaliados realizadas entre 1941 e 1945 com o intuito de definir a nova ordem internacional após o conflito, o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, defendeu a criação de um novo organismo, mais consistente e forte do que havia sido a SDN.
Assim, o primeiro plano concreto para a criação de uma nova organização mundial surgiu ainda durante a Segunda Guerra Mundial, quando o presidente dos Estados Unidos Franklin Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill se reuniram na Casa Branca, em 29 de dezembro de 1941 e começaram a discutir a criação de uma agência que sucederia à Sociedade das Nações. Oficialmente, a ONU nasceu na Conferência de São Francisco, em abril de 1945, quando foi elaborada a Carta das Nações Unidas, a qual entrou em vigor a 24 de outubro de 1945.
Em 1948, a ONU reforçou a sua feição profundamente humanista, com a aprovação da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que passou a integrar os documentos fundamentais da organização.
Na altura da sua fundação, a ONU tinha 51 estados-membros; hoje, são 193. Com exceção do Vaticano, todos os países do Mundo fazem parte da ONU. A sua sede está localizada em Manhattan, Nova Iorque, e possui extraterritorialidade.
O período da Guerra Fria, iniciado após a Segunda Guerra Mundial, tornou difícil e complicada a missão da ONU nas suas primeiras décadas de existência. O clima de tensão e antagonismo entre os Estados Unidos e a União Soviética e respetivos aliados, a corrida aos armamentos, a proliferação de conflitos localizados e as crises militares em diversas zonas do mundo fragilizaram a atuação da ONU, que não conseguiu impedir a Guerra da Coreia, as guerras do conflito israelo-árabe ou a Guerra do Vietname.
Os órgãos principais que compõem as Nações Unidas são:
  • a Assembleia Geral: assembleia deliberativa, formada pela generalidade dos Estados e que funciona como um parlamento mundial;
  • o Conselho de Segurança: responsável pela manutenção da paz e da segurança (composto por 15 membros, cinco dos quais permanentes: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e República Popular da China);
  • o Secretariado-Geral, à frente do qual se encontra o secretário-geral eleito pela Assembleia, por proposta do Conselho de Segurança; compete-lhe coordenar o funcionamento burocrático da Organização e disponibilizar os seus serviços diplomáticos como mediador das questões mais delicadas. O secretário-geral representa a ONU e, com ela, todos os povos do mundo; desde 2017, este cargo, o mais alto na estrutura da organização, é ocupado pelo português António Guterres;
  • o Conselho Económico e Social: encarregado de promover a cooperação económica, social e cultural entre as nações; atua através de comissões especializadas;
  • o Tribunal Internacional de Justiça: órgão máximo da justiça internacional, resolve, à luz do direito internacional, os litígios entre Estados; tem sede em Haia;
  • o Conselho de Direitos Humanos: para promover e fiscalizar a proteção dos direitos humanos e propor tratados internacionais sobre esse tema.

Além destes, há organismos especializados, complementares de todas as outras agências do Sistema das Nações Unidas, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Programa Alimentar Mundial (PAM), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Banco Mundial (BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento), o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) ou a Organização para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Para conhecer mais sobre esta organização e a sua missão e atividades:

24 de outubro – Dia das Nações Unidas

Mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas

Nações Unidas: 72 anos de desafios e conquistas

Dia das Nações Unidas 2017 - Factos

História da Carta das Nações Unidas

ONU – Portugal e CPLP

Centro Regional de Informação das Nações Unidas




sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Prémio Leya 2017


O Prémio Leya 2017, o maior para uma obra inédita escrita em Língua Portuguesa, foi hoje atribuído ao escritor João Pinto Coelho com o romance Os loucos da rua Mazur.
João Pinto Coelho, que nasceu em Londres, em 1967, já tinha sido finalista do Prémio Leya, em 2014, com o romance Perguntem a Sarah Gross.
Licenciado em Arquitetura, este escritor viveu a maior parte da sua vida em Lisboa. Passou várias temporadas nos Estados Unidos da América, onde chegou a trabalhar num teatro profissional, perto de Nova Iorque.

Em 2009 e 2011, integrou duas ações do Conselho da Europa que tiveram lugar em Oświęcim, onde ficava o campo de concentração de Auschwitz, trabalhando de perto com diversos investigadores do Holocausto. Foi durante este período na Polónia que concebeu e implementou o projeto “Auschwitz in 1st Person/A Letter to Meir Berkovich” e que surgiu a ideia para o seu romance de estreia, Perguntem a Sarah Gross, sobre uma mulher carismática e misteriosa que dirige o colégio mais elitista da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos da América. “Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História”, refere a sinopse disponível no sítio da Leya.


Com o romance agora premiado Os loucos da rua Mazur, João Pinto Coelho regressa à Polónia, em dois tempos distintos: a Segunda Guerra Mundial e a atualidade.
O Presidente do Júri do Prémio Leya, Manuel Alegre, salientou que “Os loucos da rua Mazur” foi premiado «pela sua qualidade literária e também pela sua singularidade», uma vez que retrata a violência cometida numa «pequena comunidade da Polónia». Ao contrário de outras obras sobre a Segunda Guerra Mundial, o romance de João Pinto Coelho aborda a «crueldade cometida pela comunidade sobre a própria comunidade. [...] É uma das comunidades que extermina outra, não se passa em Auschwitz».

Ainda segundo Manuel Alegre, este é «um livro muito bem escrito, com muita força», que aborda a temática do extermínio dos judeus, acrescentando que o romance tem «personagens fortíssimas» e cujas «qualidades de efabulação e verosimilhança em episódios de violência brutal com motivações ideológico-políticas e étnico-religiosas, emergindo de uma convivência comunitária multissecular» foram as mais apreciadas pelos jurados. «De igual modo, o júri valorizou a criação de personagens com densa singularidade existencial, no triângulo perturbador de amizade e conflito amoroso dos protagonistas, tal como de figuras secundárias com valor simbólico». Para o júri, é ainda «de salientar a força humana de um protagonista, o velho livreiro cego, que irá ficar como uma figura inesquecível da nossa ficção mais recente».



domingo, 1 de outubro de 2017

Dia Mundial da Música



Dia Mundial da Música

O dia 1 de outubro foi instituído como o Dia Mundial da Música, em 1975, pelo International Music Council, organização não governamental fundada com o apoio da UNESCO em 1948 e que integra a maior rede mundial de instituições e organizações que trabalham na área da música, com o objetivo de levar a música a todos os setores da sociedade, divulgar a diversidade musical e promover os valores da paz e da amizade por seu intermédio.


Música e Pintura
“A cor é um meio para exercer uma influência direta sobre a alma. A cor é a tecla. A alma é o piano com mutas cordas. O artista é a mão que, por esta ou aquela tecla, faz vibrar adequadamente a alma humana.”
Kandinsky

Na História da Arte, encontramos muitos exemplos da relação existente entre a Música e a Pintura. Um dos mais claros é o nascimento da abstração nas mãos do pintor russo Wassily Kandinsky (1866-1944) e do atonalismo nas mãos do compositor austríaco Arnold Schönberg (1874-1951).

Em 1911, Kandinsky publicou o livro Do espiritual na arte, muito admirado por Schönberg. Por seu lado, foi após ouvir em Munique as Três peças para piano, opus 11 de Schönberg que Kandinsky pintou Impressão III (Concerto).

Kandinsky, Impressão III (Concerto) (1911)

A negação da figuração na pintura de Kandinsky veio ao encontro de uma música que evitava qualquer escala musical já usada, sendo que os dois confessavam que o objetivo de suas ações era o mesmo: a transcendência espiritual. Os críticos afirmam que nunca houve, na história da música, uma tão grande sintonia entre dois artistas como esta.
A palavra-chave para designar esta fusão entre música e pintura, entre sons e cores, é sinestesia e foi precisamente Kandinsky quem foi mais longe na defesa da sinestesia como componente inevitável da arte concebida como um todo. Para este pintor, um quadro podia ser a representação visual de uma composição musical e não é por acaso que muitas das suas obras se intitulam Composição.

Kandinsky, Composição VIII (1923)

Também nas “colagens musicais” que o compositor russo Ygor Stravinsky (1882-1971) fez para o bailado Petruschka, em 1911, podemos encontrar uma relação entre música e pintura, pois que são contemporâneas das colagens feitas na mesma época pelos pintores Pablo Picasso (1881-1973) e Georges Braque (1882-1963)A colaboração entre este compositor e Picasso materializa-se na produção de guarda-roupa e cenários por Picasso para o bailado Pulcinella, de 1920.

Pablo Picasso, estudos para Pulcinella

Outros exemplos da presença da música na pintura:


Jan Vermeer, Lição de Música (1662)




Giacomo Balla, The Hand of the Violinist (1912)


Pablo Picasso, Violino e uvas (1912)


Autor do mês de outubro - Agustina Bessa-Luís


Agustina Bessa-Luís
“A grandeza dum espírito está na pluralidade e plenitude da sua sensibilidade. Todo o vasto espírito é sempre um tanto santo e outro tanto demoníaco. Todo o artista exagera ou dilui, aviva ou simplifica.”
Agustina Bessa-Luís, nome literário de Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa, nasceu em Amarante, Vila Meã, a 15 de outubro de 1922. Entre os mais de cinquenta títulos que publicou, encontram-se romances, contos, peças de teatro, biografias romanceadas, crónicas de viagem, ensaios e livros infantis.
A infância e adolescência passadas na região do Douro marcarão fortemente os ambientes da sua obra. Foram as primeiras leituras de escritores franceses e ingleses encontrados na biblioteca do avô materno que despertaram em Agustina o amor pela literatura, começando a escrever ainda na adolescência.
A sua estreia como romancista acontece em 1948, com a publicação da novela Mundo Fechado, a que se seguiu, em 1950, o romance Os Super-Homens. No entanto, seria com o romance A Sibila, publicado em 1954, que Agustina Bessa-Luís se impõe como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea.
Surgindo numa altura em que o panorama literário português se caracterizava pela oposição entre o neorrealismo e o modernismo do movimento da Presença, o seu interesse pela vida e obra de um dos grandes expoentes da escola romântica, Camilo Castelo Branco, cuja herança se faz sentir quer a nível temático (inúmeras das suas obras têm como protagonista a sociedade de Entre Douro e Minho), quer a nível da técnica narrativa (explorou ficcionalmente a própria vida de Camilo), leva o ensaísta Eduardo Lourenço a associar Agustina à corrente neorromântica.
Também podemos encontrar na sua obra influências de autores como Raul Brandão, Proust ou Bergson. A preocupação de Agustina pela condição social e cultural dos portugueses leva-a a recorrer à ficção para problematizar o conhecimento histórico e vivencial.
Além da atividade literária, a escritora envolveu-se noutros projetos. Foi membro do Conselho Diretivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma); colaborou em várias publicações periódicas, tendo sido entre 1986 e 1987 diretora do diário O Primeiro de Janeiro (Porto); entre 1990 e 1993 assumiu a direção do Teatro Nacional de D. Maria II (Lisboa). Foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social e da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras).
Em 1981, foi distinguida com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, tendo sido elevada ao grau de Grã-Cruz da mesma ordem em 26 de Janeiro de 2006. Em 2004, aos 81 anos, recebeu o mais importante prémio literário da língua portuguesa: o Prémio Camões. Em 2005 foi-lhe atribuído o título de doutor honoris causa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Vários dos seus romances foram adaptados ao cinema pelo realizador Manuel de Oliveira, com quem manteve uma relação de amizade e de colaboração próxima. Exemplos desta parceria são Fanny Owen (Francisca, 1981), Vale Abraão (filme homónimo, 1993), As Terras do Risco (O Convento, 1995) ou A Mãe de um Rio (Inquietude, 1998).
Agustina Bessa-Luís deixou de escrever em Julho de 2006, pouco depois de terminar a sua última obra, A Ronda da Noite, retirando-se da vida pública devido a razões de saúde.
“Fim - o que resta é sempre o princípio feliz de alguma coisa.”


Obra (assinalam-se a negrito os títulos que integram o catálogo da Biblioteca do Externato Cooperativo da Benedita)
Ficção
1948 - Mundo Fechado (novela)
1950 - Os Super-Homens (romance)
1951-1953 - Contos Impopulares (romance)
1954 - A Sibila (romance)
1956 - Os Incuráveis (romance)
1957 - A Muralha (romance)
1958 - O Susto (romance)
1960 - Ternos Guerreiros (romance)
1961 - O Manto (romance)
1962 - O Sermão do Fogo (romance)
1964 - As Relações Humanas: I - Os Quatro Rios (romance)
1965 - As Relações Humanas: II - A Dança das Espadas (romance)
1966 - As Relações Humanas: III - Canção Diante de uma Porta Fechada (romance)
1967 - A Bíblia dos Pobres: I - Homens e Mulheres (romance)
1970 - A Bíblia dos Pobres: II - As Categorias (romance)
1971 - A Brusca (contos)
1975 - As Pessoas Felizes (romance)
1976 - Crónica do Cruzado OSB (romance)
1977 - As Fúrias (romance)
1979 - Fanny Owen (romance histórico)
1980 - O Mosteiro (romance)
1983 - Os Meninos de Ouro (ação)
1983 - Adivinhas de Pedro e Inês (romance histórico)
1984 - Um Bicho da Terra (romance histórico, biografia de Uriel da Costa)
1984 - Um Presépio Aberto (narrativa)
1985 - A Monja de Lisboa (romance histórico, biografia de Maria de Visitação)
1987 - A Corte do Norte (romance histórico)
1988 - Prazer e Glória (romance)
1988 - A Torre (conto)
1989 - Eugénia e Silvina (romance)
1991 - Vale Abraão (romance)
1992 - Ordens Menores (romance)
1994 - As Terras do Risco (romance)
1994 - O Concerto dos Flamengos (romance)
1995 - Aquário e Sagitário (narrativa)
1996 - Memórias Laurentinas (romance)
1997 - Um Cão que Sonha (romance)
1998 - O Comum dos Mortais (romance)
1999 - A Quinta Essência (romance)
1999 - Dominga (conto)
2000 - Contemplação Carinhosa da Angústia (antologia)
2001 - O Princípio da Incerteza: I — Jóia de Família (romance)
2002 - O Princípio da Incerteza: II — A Alma dos Ricos (romance)
2003 - O Princípio da Incerteza: III — Os Espaços em Branco (romance)
2004 - Antes do Degelo (romance)
2005 - Doidos e Amantes (romance)
2006 - A ronda da noite (romance)
Biografias
1979 - Santo António
1979 - Florbela Espanca
1981 - Sebastião José
1982 - Longos Dias Têm Cem Anos — Presença de Vieira da Silva
1986 - Martha Telles: o Castelo Onde Irás e Não Voltarás (ensaio e biografia)
Teatro
1958 - Inseparável ou o Amigo por Testamento
1986 - A Bela Portuguesa
1992 - Estados Eróticos Imediatos de Soren Kierkegaard
1996 - Party: Garden-Party dos Açores — Diálogos
1998 - Garret: O Eremita do Chiado
Crónicas, memórias, textos ensaísticos
1961 - Embaixada a Calígula (relato de viagem)
1979 - Conversações com Dimitri e Outras Fantasias (crónicas)
1980 - Arnaldo Gama — “Gente de Bem”
1981 - A Mãe de um Rio (texto e fotografia)
1981 - Dostoievski e a Peste Emocional
1981 - Camilo e as Circunstâncias
1982 - António Cruz, o Pintor e a Cidade
1982 - D.Sebastião: o Pícaro e o Heroíco
1982 - O Artista e o Pensador como Minoria Social
1984 - ”Menina e Moça” e a Teoria do Inacabado
1986 - Apocalipse de Albrecht Dürer
1987 - Introdução à Leitura de “A Sibila”
1988 - Aforismos
1991 - Breviário do Brasil (diário de viagem)
1994 - Camilo: Génio e Figura
1995 - Um Outro Olhar sobre Portugal (relato de viagem), com fotografias de Pierre Rossollin e ilustrações de Maluda
1996 - Alegria do Mundo I: escritos dos anos de 1965 a 1969
1997 - Douro (texto e fotografia), em colaboração com Mónica Baldaque
1998 - Alegria do Mundo II: escritos dos anos de 1970 a 1974
1998 - Os Dezassete Brasões (texto e fotografia)
1999 - A Bela Adormecida
2000 - O Presépio: Escultura de Graça Costa Cabral (texto e fotografia), em colaboração com Pedro Vaz
2001 - As Meninas (texto e pintura)
2002 - O Livro de Agustina (autobiografia)
2002 - Azul (divulgação), em colaboração com Luísa Ferreira
2002 - As Estações da Vida (texto e fotografia), fot. Jorge Correia Santos
2004 - O Soldado Romano, com ilustrações de Chico
2016 - Ensaios e artigos
Literatura infantil
1983 - A Memória de Giz, com ilustrações de Teresa Dias Coelho
1987 - Contos Amarantinos, com ilustrações de Manuela Bacelar
1987 - Dentes de Rato, com ilustrações de Martim Lapa
1990 - Vento, Areia e Amoras Bravas, com ilustrações de Mónica Baldaque
2007 - O Dourado, com ilustrações de Helena Simas
Adaptações cinematográficas
1981 - Francisca, realizado por Manoel de Oliveira (adaptação do romance Fanny Owen)
1993 - Vale Abraão, realizado por Manoel de Oliveira (adaptação do romance Vale Abraão)
1995 - O Convento, realizado por Manoel de Oliveira, com Catherine Deneuve e John Malkovich (adaptação do romance As Terras do Risco)
1996 - Party, realizado por Manoel de Oliveira (adaptação da peça Party: Garden-Party dos Açores)
1998 - Inquietude, realizado por Manoel de Oliveira (adaptação do conto A Mãe de um Rio), Prémio Globo de Ouro (1999) para a melhor realização
2002 - O Princípio da Incerteza, realizado por Manoel de Oliveira (adaptação do romance O Princípio da Incerteza)
2005 - Espelho Mágico, realizado por Manoel de Oliveira (adaptação do romance A Alma dos Ricos)
2001 - Porto da minha infância, realizado por Manoel de Oliveira
2009 - A Corte do Norte, realizado por João Botelho
Prémios
Prémios à autora
1975 - Prémio "Adelaide Ristori" (Centro Cultural Italiano de Roma)
1982 - Prémio da Cidade do Porto
1988 - Prémio Seiva de Literatura (Companhia de Teatro Seiva Trupe), Porto
1993 - Medalha de Mérito Cultural
1996 - Prémio Bordalo de Literatura (Casa da Imprensa)
2004 - Prémio Camões - o mais importante prémio literário da língua portuguesa
2004 - Prémio Vergílio Ferreira (Universidade de Évora)
2005 - Prémio de Literatura do Festival Grinzane Cinema, Turim (Itália)
Prémios às obras
1953 - Prémio Delfim Guimarães (Guimarães Editores) (A Sibila)
1954 - Prémio Eça de Queirós (Secretariado Nacional de Informação) (A Sibila)
1966 - Prémio Ricardo Malheiros (Academia das Ciências de Lisboa) (Canção Diante de uma Porta Fechada)
1967 - Prémio Nacional de Novelística (Secretariado Nacional de Informação) (Homens e Mulheres)
1977 - Prémio Ricardo Malheiros (Academia das Ciências de Lisboa) — Prémio Literário (As Fúrias)
1980 - Prémio P.E.N. Clube Português de Ficção (O Mosteiro)
1980 - Prémio D. Dinis (Fundação Casa de Mateus) (O Mosteiro)
1983 - Prémio de Romance e Novela, Associação Portuguesa de Escritores (Os Meninos de Ouro)
1988 - Prémio RDP Antena 1 da Literatura (Ex-aequo) (Prazer e Glória)
1993 - Prémio da Crítica (Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários) (Ordens Menores)
1994 - Prémio Municipal Eça de Queirós (Câmara Municipal de Lisboa) — Prémio de Prosa de Ficção (As Terras do Risco)
1996 - Prémio Máxima de Literatura (Memórias Laurentinas e Party)
1997 - Prémio Internacional União Latina, Itália (Um Cão que Sonha)

2001 - Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (Jóia de Família)


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Prémio de Escrita Gonçalves Sapinho



Edição 2017/2018
Criação e Justificação
O Prémio de Escrita Gonçalves Sapinho, instituído pelo Externato Cooperativo da Benedita, e sob a forma de concurso, surge com um triplo objetivo:
1. Homenagear a memória do Dr. José Gonçalves Sapinho por ter amado, lutado e desenvolvido a educação, a comunidade da vila da Benedita e a região de Alcobaça;
2. Desenvolver as boas práticas de escrita, de leitura e de envolvimento da comunidade escolar na promoção da língua portuguesa.
3. Promover o sentido estético e a fruição artística.

Regulamento
1. O Prémio de Escrita Gonçalves Sapinho, na sua quarta edição, 2017/2018, tem género textual obrigatório: carta ou email, em registo de língua padrão e/ou cuidado.
2. Os concorrentes deverão escrever a carta ou email a uma criança (ou a um jovem) do mundo.
3. Poderão concorrer ao Prémio de Escrita Gonçalves Sapinho, na edição 2017/2018, os ex-alunos do Externato Cooperativo da Benedita e todos os alunos e professores da comunidade escolar beneditense, i.e. do Agrupamento de Escolas da Benedita, do Externato Cooperativo da Benedita e da Universidade Sénior da Benedita.
4. Os concorrentes, consoante o ano de escolaridade que frequentam, inserir-se-ão num dos oito escalões, a saber:
Escalão 1 — 1.º Ciclo do Ensino Básico
Escalão 2 — 2.º Ciclo do Ensino Básico
Escalão 3 — 3.º Ciclo do Ensino Básico
Escalão 4 — Ensino Secundário
Escalão 5 — Universidade Sénior
Escalão 6 — Professores
Escalão 7 — Alunos de Educação Especial
Escalão 8 – Ex-alunos do Externato Cooperativo da Benedita
5. Os concorrentes dos diferentes escalões (1 a 8) candidatam-se por iniciativa própria e por pertencerem, no ano letivo 2017-2018, à comunidade escolar beneditense.
6. Os textos dos concorrentes do escalão 7 terão como responsáveis os professores de Educação Especial que os acompanham no ano letivo relativo ao concurso.
7. As obras concorrentes deverão respeitar as normas que a seguir se apresentam:
a)      O texto deve ser processado em Word, tipo de letra Calibri, tamanho 11, margens de 1.5, espaçamento entre linhas 1,5 e esquema de página vertical;
b)      A dimensão do texto não pode exceder as seis páginas com a formatação referida na alínea anterior.

8. Dos trabalhos a concurso deverão constar as seguintes informações: Nome do concorrente, Escola que frequenta e o endereço eletrónico. Os ex-alunos concorrentes deverão indicar o último ano que frequentaram o Externato Cooperativo da Benedita.
9. Os trabalhos a concurso serão enviados para o email premiogoncalvessapinho@gmail.com. A comissão organizadora acusará a receção do texto até 24 horas após o envio.
10. O prazo de entrega dos originais termina no dia 9 de fevereiro de 2018, às 23:59.
11. Os três melhores trabalhos de cada escalão serão publicados na Antologia intitulada L@CRE.
12. O Prémio de Escrita Gonçalves Sapinho será entregue a 22 de março de 2018 às 14.30 (em local a definir). Será divulgado nos órgãos de comunicação social.
13. O júri, nomeado pela comissão organizadora, será constituído por três elementos de reconhecido mérito, no âmbito da escrita e do ensino.
14. As deliberações do júri serão tomadas por maioria. Das suas decisões não haverá recurso.
15. Neste concurso poderá haver textos em ex-aequo e textos com menções honrosas.
16. O júri poderá não atribuir o Prémio a um ou vários escalões se entender que as produções não possuem a qualidade adequada.
17. Os concorrente premiados serão informados através do email premiogoncalvessapinho@gmail.com no dia 17 de março de 2017.
18. Da publicação da Antologia L@CRE, junto ao texto premiado constará o nome do autor, a escola a que pertence, o escalão em que concorreu e o prémio atribuído 1.º, 2.º ou 3.º.
19. Os textos premiados serão ilustrados pelos alunos de Artes Visuais do Externato Cooperativo da Benedita.
20. As ilustrações apresentadas também estarão a concurso, sendo premiadas as três melhores.
21. A antologia estará à venda na Feira do Livro do Externato Cooperativo da Benedita.
22. As obras não premiadas serão arquivadas pela comissão organizadora em arquivo digital.
23. O não cumprimento da Normas de Participação apresentadas conduzirá à exclusão da participação neste concurso.
24. Os casos omissos nestas Normas serão resolvidos pela comissão organizadora.

Paula Cristina Ferreira

A coordenadora do Projeto Prémio de Escrita Gonçalves Sapinho

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Autor do mês de setembro – Mário de Carvalho



O escritor Mário Costa Martins de Carvalho nasceu em Lisboa, no dia 25 de Setembro de 1944, e tem publicada uma vasta obra que integra romances, contos, peças de teatro, ensaios e argumentos para cinema. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa e, paralelamente à escrita, dedicou-se a uma advocacia de causas, nomeadamente sindicais e de inquilinato, manifestando desde sempre um grande envolvimento com uma cidadania ativa e interventiva politicamente. Ainda estudante universitário, participou nas greves estudantis de 1961-1962 e, já nos inícios da década de 70 do século XX, na resistência clandestina antifascista, tendo sido preso nas cadeias políticas de Caxias e Peniche. Em 1973 saiu ilegalmente de Portugal e exilou-se na Suécia, regressando ao país após a Revolução de Abril.

Publicou o seu primeiro livro em 1981, Contos da Sétima Esfera, conquistando de imediato os leitores pelo inesperado da abordagem ficcional e pelas peculiares atmosferas em que decorrem os contos, entre o maravilhoso e o fantástico.


Ainda na década de 80, publicou Os Casos do Beco das Sardinheiras (1981), O Livro Grande de Tebas, Navio e Mariana (1982), A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho (1983), Fabulário (1984), A Paixão do Conde de Fróis (1986) e Os Alferes (1989), entre outros.


Em 1991, publica a peça de teatro Água em pena de pato.


Em 1994, surge o seu livro mais reeditado, traduzido e premiado, o romance Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde (1994), cuja ação se situa no século II d. C., em Tarcisis, cidade romana da Lusitânia. O magistrado Lúcio Valério Quíncio, recebendo notícias de uma invasão bárbara iminente, proveniente do Norte de África, vê-se obrigado a tomar medidas drásticas, enquanto, no interior das muralhas da cidade, uma nova seita, a Congregação do Peixe, põe em causa os valores da romanidade, evocando os ensinamentos de um obscuro crucificado. No plano íntimo, a paixão devastadora por uma mulher, Iunia, perturba-o e confunde-o, mas sem o afastar do cumprimento do dever. Neste romance em que a ficção se sobrepõe à História, Mário de Carvalho (que garante, numa epígrafe provocatória, não se tratar de um romance histórico) reconstitui as características culturais, políticas e quotidianas do Império Romano, sem nunca esquecer a «intercessão de certo deus que, nos primórdios, ao que parece, passeava num jardim pela brisa da tarde...».


Com este romance, Mário de Carvalho obteve sucessivos prémios, entre os quais o Prémio Pégaso de Literatura, o Prémio Fernando Namora, o Prémio de Romance e Novela da APE e o Prémio Literário Giuseppe Arcebi. Estando traduzido para inglês, francês, alemão, italiano e outras línguas, em capa dura e edições de bolso, é ainda um livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.
Antes do final da década de 90, publicou Era Bom que Trocássemos Umas Ideias sobre o Assunto (1995) e Se Perguntarem por Mim, não Estou seguido de Haja Harmonia (1999). Já nos inícios do século XXI, surgem Contos Vagabundos (2000), Fantasia para Dois Coronéis e uma Piscina (2003), A Sala Magenta (2008), A Arte de Morrer Longe (2010), O Homem do Turbante Verde (2011), Quando o Diabo Reza (2011), O Varandim seguido de Ocaso em Carvangel (2012), A Liberdade De Pátio (2013), Quem disser o contrário é porque tem razão (2014), Novelas Extravagantes (2015).


A Ronda das Mil Belas em Frol, publicado em 2016, é o seu mais recente romance.
Com um estilo muito versátil, percorrendo vários registos, desde temas históricos a narrativas da atualidade, numa escrita sempre pontuada por uma sátira viva e certeira, Mário de Carvalho é, sem dúvida, um autor a conhecer e a apreciar!

Obras de Mário de Carvalho na Biblioteca do ECB:

- Contos da Sétima Esfera (1981)
- A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho (1983)
- Fabulário (1984)
- A Paixão do Conde de Fróis (1986)
- Os Alferes (1989)
- Água em Pena de Pato (1991)
- Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde (1994)
- Era Bom que Trocássemos Umas Ideias Sobre o Assunto (1995)
- Contos Vagabundos (2000)
- A Sala Magenta (2008)
- Quem disser o contrário é porque tem razão (2014)