A
visita à Exposição “Voltar aos passos que foram dados”, exposição evocativa da
vida e obra de José Saramago que, durante o mês de março de 2023, esteve
patente na Biblioteca do ECB, inspirou os alunos do 11º D na produção de excelentes
trabalhos. Foram realizados na disciplina de Literatura Portuguesa, sob
orientação da professora Luísa Rocha.
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terça-feira, 18 de abril de 2023
Seguindo "Os passos de Saramago" - trabalho de alunos do 11º D (1)
Isto é Matemática!

"Isto é Matemática" pretende, de uma forma simples e realista, apresentar como a Matemática nos rodeia em grande parte da nossa vida.
A atual 13.ª temporada conta com o financiamento e apoio institucional da Fundação para a Tecnologia e Ciência, da Fundação Calouste Gulbenkian, da NOVA - New School of Science & Technology e do Novamath - Center For Mathematics + Aplications.
quarta-feira, 5 de abril de 2023
As velas ardem até ao fim - uma sugestão de leitura
«Quem sobrevive ao outro é sempre
traidor. [...] Sobreviver a alguém, a quem amámos tanto que teríamos sido
capazes de matar por ela, sobreviver a alguém a quem estávamos ligados de tal
maneira que quase morremos por isso, é um dos crimes mais misteriosos e
inqualificáveis da vida.»
In As Velas Ardem até ao Fim
Para
a maior parte dos leitores portugueses, Sándor Márai tornou-se conhecido a
partir da publicação em Portugal do romance As
Velas Ardem até ao Fim. Considerado por leitores e pela crítica como um dos
melhores romances escritos no século XX, apresenta-nos a história de dois homens,
amigos inseparáveis na juventude, que, depois de mais quarenta anos sem se
verem, se sentam a jantar para uma conversa decisiva num pequeno castelo de
caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões
decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin. O esplendor de
então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Um dos homens, Konrád,
o rapaz pobre, descendente de Chopin, que sonhava secretamente com uma carreira
como músico, passou muito tempo no Extremo Oriente; o outro, Henrik, o militar
de sucesso, filho abastado de uma família nobre, pelo contrário permaneceu na
sua propriedade na Hungria. Mas ambos viveram à espera deste momento, e, no
final da vida, vão falar de uma mulher e de um segredo, cuja força ditou uma
separação irreparável.
sábado, 1 de abril de 2023
Sándor Márai – autor do mês de abril
Sándor
Márai nasceu no dia 11 de abril de 1900, em Košice, uma pequena cidade da
Hungria, hoje pertencente à Eslováquia. Filho de um advogado e de uma
professora, é considerado um dos maiores escritores da língua húngara, tendo
publicado mais de quarenta livros, sobretudo romances, mas também poesia e peças
de teatro.
No
início dos anos 20 do século passado, Miklós Horthy chega ao poder na Hungria,
como regente do Reino da Hungria, lugar que ocupou até 1944. A sua política à
frente de um governo nacional-conservador, que teve como grandes atos a
proibição da existência de partidos comunistas e a adoção de uma política que
visava recuperar os territórios perdidos pela Hungria após a Primeira Guerra
Mundial, levou Sándor Márai a autoexilar-se, primeiro na Alemanha, vivendo em
Berlim e em Frankfurt, cidade onde começou a trabalhar como jornalista; mais
tarde, já em França, onde foi correspondente em Paris do Frankfurt Zeitung.
Publicou
o seu primeiro romance quando tinha 24 anos. Tendo alcançado grande sucesso na
Hungria, em 1945 foi eleito membro da Academia Húngara de Ciências.
Liberal
acima de tudo, verdadeiro amante dos valores morais e civis, em 1948, em clara
oposição ao regime comunista instaurado no país e com plena convicção de que
jamais poderia experimentar o seu ideal de liberdade numa sociedade dominada
pelo comunismo, Sándor Márai sai de Budapeste num novo autoexílio, tendo
emigrado para os Estados Unidos e adquirido a cidadania americana.
Sándor
Márai escreveu sempre em húngaro e produziu a maior parte das suas obras no
período entre 1928 e 1948. Respeitado por todos e estimado como um dos maiores
escritores da literatura centro-europeia, o facto de sempre se manifestar como um
crítico inconformado com a ascensão do comunismo levou o regime húngaro a
proibir toda a sua obra. Se na Hungria a obra de Márai acabou por cair no
esquecimento, no Ocidente alguns emigrantes húngaros continuaram a publicá-lo.
Foi
preciso esperar até à queda do regime comunista, para que este escritor fosse
redescoberto no seu país e no mundo inteiro.
Em
1979, depois de passar algum tempo na Suíça, na Itália e em França, Sándor
Márai muda-se para San Diego, Califórnia, onde se suicidou, em 1989, poucos
meses antes da queda do muro de Berlim.
Nos
seus últimos escritos, Diários 1984-1989
(ainda não publicados em Portugal), Sándor Márai conta como acompanhou a lenta
morte da mulher, Lola, e decidiu comprar um revólver para evitar um fim
semelhante e sofrido. A força da sua literatura esteve sempre na sua descrença
e na aceitação do seu destino. Defensor da liberdade, incluindo a de escolher
como morrer, talvez o seu suicídio seja a mensagem mais forte que nos deixou em
defesa desse valor.
Em
1990, Sándor Márai recebeu postumamente o Prémio Kossuth, patrocinado pelo
governo húngaro.
Obras
de Sándor Márai publicadas em Portugal
(*) no catálogo da biblioteca do ECB
- As velas ardem até ao fim (*)
- Embers (versão em língua inglesa de As velas ardem até ao fim) (*)
- A mulher certa (*)
- A herança de Eszter (*)
- A gaivota
- A conversa de Bolzano
- A irmã
- A ilha
- Divórcio em Buda
- Rebeldes
terça-feira, 14 de março de 2023
Dia Internacional da Matemática

Até
2019, o dia 14 de março era conhecido mundialmente como o Dia do Pi. A data é
escrita como 3/14 em alguns países e 3,14 é o valor aproximado de Pi.
O
Dia Internacional da Matemática é uma iniciativa da União Internacional de
Matemática, organização dedicada à cooperação internacional no domínio da
Matemática, e teve o apoio de várias sociedades científicas, incluindo a SPM
(Sociedade Portuguesa de Matemática) e a APM (Associação de Professores de
Matemática).
Neste
ano letivo, a maioria das turmas do 3.º Ciclo desenvolveu um DAC com o tema
“Matemática para todos”, envolvendo as disciplinas de Matemática, TIC, EV e
Português e como produto final enfeitaram a porta da sua sala de aula.
Para conheceres um pouco da história da Matemática através de uma aplicação interativa, clica no seguinte link:
domingo, 5 de março de 2023
Projeto Formar Leitores pela Arte - Exposição de trabalhos de alunos do 7º ano

Exposição de trabalhos de alunos do 7º ano, realizados na disciplina de Educação Visual. Estes trabalhos podem ser vistos na Biblioteca do ECB e nos corredores do Externato.








Trabalho de alunos - Doenças sexualmente transmissíveis e métodos contracetivos

Trabalho realizado por alunos do 9º ano na disciplina de Ciências Naturais, sob orientação do professor Francisco Franco.















quinta-feira, 2 de março de 2023
Natália Correia – autora do mês de março
Natália
Correia nasceu na Fajã de Baixo, ilha de São Miguel, a 13 de setembro de 1923,
e morreu em Lisboa, a 16 de março de 1993.
No
ano em que se comemora o centenário do seu nascimento, recordamos este nome grande
da literatura portuguesa, cuja obra percorreu vários géneros: poesia, romance, contos,
ensaio, teatro, além da tradução e de colaborações com revistas e jornais nacionais e
estrangeiros.
A viver
em Lisboa desde os 11 anos, cidade onde inicia os estudos liceais, Natália
Correia publicou a sua primeira obra em 1945, o romance infantil Grandes Aventuras de um Pequeno Herói. Depois
de um segundo romance, Anoiteceu no
Bairro, publicado em 1946, Natália Correia estreia-se na poesia, saindo em 1947,
Rio de Nuvens. Afirma-se então como
poetisa, como gostava de ser chamada: «...poetisa. Sim, chamar-lhe-ei poetisa.
A homenagem que distingue o génio poético feminino com o prémio de lhe
masculinizar o estro ultraja uma poesia que quer feminizar o mundo com a magia
da sua claridade lunar» (do prefácio que escreveu à obra Diário do Último Ano, autobiografia de Florbela Espanca, publicada
em 1981).
Até
1993, ano da sua morte, foram mais de 40 os títulos que deu à estampa, entre os
quais se contam, além da poesia e do romance, antologias, ensaios, peças de
teatro, o livro de viagens Descobri Que
Era Europeia: impressões duma viagem à América (1951) e o diário Não Percas a Rosa. Diário e algo mais (25 de
Abril de 1974 - 20 de Dezembro de 1975), publicado em 1978.
Politicamente
ativa e comprometida, com uma forte e polémica personalidade, livre de
convenções sociais, ainda durante a ditadura do Estado Novo reunia na sua casa uma
das mais vibrantes tertúlias de Lisboa, onde compareciam destacadas figuras das
artes, das letras e da política (oposicionista), quer portuguesas, quer
internacionais. Tomou parte ativa nos movimentos de oposição ao Estado Novo,
tendo participado no MUD (Movimento de Unidade Democrática, 1945), no apoio às
candidaturas à Presidência da República de Norton de Matos (1949) e de Humberto
Delgado (1958) e na CEUD (Comissão Eleitoral de Unidade Democrática, 1969),
liderada por Mário Soares.
Em
1966, foi condenada a três anos de prisão, com pena suspensa, pela publicação
da Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, considerada ofensiva dos
costumes. Em 1972, foi processada por ter tido a responsabilidade editorial das Novas Cartas Portuguesas, de Maria
Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta, processo que ficaria
conhecido como Três Marias.
Após o 25 de abril, foi eleita Deputada à Assembleia da República nas listas do PSD, em 1980, passando mais tarde a deputada independente ao entrar em conflito com o que considerava serem posições conservadoras do partido em matérias de costumes, acabando por sair do PSD:
Em 1985, deu apoio ao Partido Renovador Democrático, do general Ramalho Eanes, onde acreditou ver uma alternativa de reformismo progressista para o país. Voltou então a ser deputada, por este partido, entre 1987 e 1991.
As
suas intervenções ao nível da cultura e do património, e sobretudo na defesa
dos direitos humanos e dos direitos das mulheres não deixavam ninguém
indiferente.
Nos
anos 80, tornou-se conhecida do grande público através do programa televisivo Mátria, onde advogou uma forma especial
de feminismo, o matricismo,
identificador da mulher como arquétipo da liberdade erótica e passional e fonte
matricial da humanidade; mais tarde, à noção de Pátria e de Mátria acrescenta a
de Frátria.
Em
1981, Natália Correia foi condecorada como Grande-Oficial da Ordem Militar de
Sant'Iago da Espada e em 1991 foi feita Grande-Oficial da Ordem da Liberdade. Neste
ano, recebeu o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores
pelo livro Sonetos Românticos.
Natália
Correia morreu em casa, na madrugada de 16 de Março de 1993, vítima de um
ataque cardíaco. Legou a maioria dos seus bens à Região Autónoma dos Açores,
que lhe dedicou uma exposição permanente na nova Biblioteca Pública de Ponta
Delgada, instituição que tem à sua guarda parte do seu espólio literário (que
partilha com a Biblioteca Nacional de Lisboa) constante de muitos volumes
éditos, inéditos, documentos biográficos, iconografia e correspondência,
incluindo obras de arte e a sua biblioteca privada.
Foi
sepultada originalmente no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, e posteriormente
trasladada para a ilha de São Miguel, nos Açores, em outubro de 2015.
Obra publicada
(*) presente no catálogo da Biblioteca
do ECB
Poesia
Rio
de Nuvens (poesia), 1947
Poemas
(poesia), 1955
Dimensão
Encontrada (poesia), 1957
Passaporte
(poesia), 1958
Comunicação
(poema dramático), 1959
Cântico
do País Emerso (poesia), 1961
O
Vinho e a Lira (Poesia), 1969
Mátria
(Poesia), 1967
As
Maçãs de Orestes (Poesia), 1970
Trovas
de D. Dinis, [Trobas d'el Rey D. Denis] (Poesia), 1970
A
Mosca Iluminada (Poesia), 1972
O
Anjo do Ocidente à Entrada do Ferro (Poesia), 1973
(*) Poemas a Rebate, (poemas censurados
de livros anteriores) (poesia), 1975
Epístola
aos Iamitas (poesia), 1976
O
Dilúvio e a Pomba (poesia), 1979
(*) O Armistício (poesia), 1985
Sonetos
Românticos (poesia), 1990; 1991
(*) O Sol nas Noites e o Luar nos Dias
(poesia completa), 1993; 2000
Memória
da Sombra, versos para esculturas de António Matos (poesia), 1993
Ficção
Grandes
Aventuras de um Pequeno Herói (romance infantil), 1945
Anoiteceu
no Bairro (romance), 1946; 2004
(*) A Madona (Romance), 1968; 2000
(*) A Ilha de Circe (romance), 1983;
2001
Onde
está o Menino Jesus? (contos), 1987
As
Núpcias (romance), 1992
Literatura
de viagens
Descobri
Que Era Europeia: impressões duma viagem à América (viagens), 1951; 2002
Diário
Não
Percas a Rosa. Diário e algo mais (25 de Abril de 1974 - 20 de Dezembro de
1975) (Diário), 1978; 2003
Teatro
Sucubina
ou a Teoria do Chapéu (teatro), em colab. com Manuel de Lima, 1952
O
Progresso de Édipo (poema dramático), 1957
D.
João e Julieta, peça escrita em 1959 (teatro), 1999
O
Homúnculo, tragédia jocosa (teatro), 1965
O
Encoberto (Teatro), 1969; 1977
Erros
Meus, Má Fortuna, Amor Ardente (teatro), 1981; 1991
(*) A Pécora, peça escrita em 1967
(teatro), 1983; 1990
Ensaio
Poesia
de Arte e Realismo Poético (ensaio), 1959
A
Questão Académica de 1907 (ensaio), 1962
Uma
Estátua para Herodes (Ensaio), 1974
Notas
para uma Introdução às Cantigas de Escárnio e de Mal-Dizer Galego-Portuguesas
(ensaio), 1982
Somos
Todos Hispanos (ensaio), 1988; 2003
Antologias
Antologia
de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica: dos cancioneiros medievais à
actualidade (Antologia), 1965; 2000
(*) Cantares dos Trovadores Galego-Portugueses
(Antologia), 1970; 1998
O
Surrealismo na Poesia Portuguesa (Antologia), 1973; 2002
A
Mulher, antologia poética (Antologia), 1973
Antologia
de Poesia do Período Barroco (antologia), 1982
A
Ilha de Sam Nunca: atlantismo e insularidade na poesia de António de Sousa
(antologia), 1982
A
Ibericidade na Dramaturgia Portuguesa (ensaio), 2000
Breve
História da Mulher e outros escritos (antologia de textos de imprensa), 2003
A
Estrela de Cada Um (antologia de textos de imprensa), 2004
quinta-feira, 5 de janeiro de 2023
Eugénio de Andrade - centenário do nascimento
Adolescente, 1942.
terça-feira, 25 de outubro de 2022
Prémio de Escrita & Ilustração Gonçalves Sapinho
Está
lançada a edição 2022-2023 do Prémio de Escrita & Ilustração Gonçalves
Sapinho, este ano sob o mote “Carta ao Futuro”.
De
acordo com o Regulamento, os textos a concurso devem ser enviados até dia 24 de
fevereiro de 2023. A inscrição dos ilustradores deve ser feita entre os dias 27
de fevereiro e 10 de março de 2023.
Para
mais informações, consultar a página do ECB ou clicar em
quinta-feira, 6 de outubro de 2022
Annie Ernaux - Prémio Nobel da Literatura 2022
A Academia
Sueca distinguiu hoje, 6 de outubro, a escritora francesa Annie Ernaux com o
Prémio Nobel da Literatura 2022.
Entre
os 119 laureados da história do prémio, Annie Ernaux é a 17.ª mulher a receber
esta distinção nesta categoria.
Annie Ernaux nasceu em 1940, em Lillebonne, na Normandia, e estudou nas universidades de Rouen e de Bordéus, sendo formada em Letras Modernas. Professora universitária de Literatura, com cerca de 20 livros publicados, é hoje uma das vozes mais importantes da literatura francesa, destacando-se por uma escrita onde se fundem a autobiografia e a sociologia, a memória e a história dos eventos recentes, abordando temas como o aborto, a igualdade de género e as classes sociais.
Antes deste prémio, Annie Ernaux havia já sido galardoada com o Prémio Renaudot (1984), o Prémio de Língua Francesa (2008), Prémio Europeu Strega (2016), o Prémio Marguerite Yourcenar (2017), o Prémio Formentor de las Letras (2019) e o Prémio Prince Pierre do Mónaco (2021).
Em Portugal, em 1987 foi publicada a obra O lugar, pela editora Fragmentos (esgotado). Recentemente, a chancela Livros do Brasil, do grupo editorial Porto Editora, publicou "Os anos" (2020), "Uma paixão simples" (2020) e "O acontecimento" (2022).
terça-feira, 4 de outubro de 2022
Dia Mundial do Animal - sugestões de leitura
Filomena Lança, Publicações Dom Quixote, 2018
Os gatos não têm dono. Pelo
contrário, sempre que podem, eles tornam-se donos de vários humanos que não se
importem de lhes dar comida e um sítio para passar a noite.
Eis
a filosofia do gato desta história, que se recusa a ficar em casa, a dormir no
sofá, e que passa os dias em animados passeios pela cidade de Lisboa.
Calvin
Esparguete era um gato cinzento, gordo e muito independente, que gostava de
fugir de casa e de passear pelas ruas de Lisboa. A sua dona, a jornalista
Filomena Lança, decidiu contar a sua história no livro, Calvin Esparguete: Diário de um gato citadino. Uma história contada
na primeira pessoa, num exercício divertido: o que é que um gato pensaria disto
tudo?
Passeava-se
alegremente pelas ruas de Lisboa, andava de autocarro, ou de Metro, ficava
meses fora de casa, alguns dias com novas famílias, perdia-se nos subúrbios, foi
estrela na Internet e fez amigos entre os turistas. Mas regressava sempre a casa.
As
aventuras de Calvin Esparguete terminaram em março de 2021, depois de 18 anos
intensos, um enorme privilégio para quem com ele as partilhou.
A sua
página de Facebook continua ativa.
https://pt-pt.facebook.com/PaginaDoCalvin/
Cão como nós
Manuel Alegre, Publicações Dom Quixote, 2002
Quase
todos nós já tivemos um animal de estimação: cão, gato, periquito, peixinho,
tartaruga, já fizeram parte da nossa vida e já foram "um de nós".
Na
novela Cão como nós, Manuel Alegre
apresenta-nos o Kurika, um épagneul-breton
que acompanhou o escritor e a sua família ao longo de anos.
"Cão bonito, dizia eu, em momentos raros. E era um acontecimento lá em casa. Os filhos como que se reconciliavam comigo, minha mulher sorria, o cão começava por ficar surpreendido e depois reagia com excesso de euforia, o que por vezes me fazia arrepender da expressão carinhosa.
[…] Digamos que aquele cão era quase um especialista nas relações com os humanos. […] Deixava-se dominar pela emoção, o que não era vulgar num cão que fazia o possível e o impossível para não o ser.
[…] Um grande chato, sim, um cão rebelde, caprichoso, desobediente, mas um de nós, o nosso cão, ou mais que o nosso cão, um cão que não queria ser cão e era cão como nós."
Manuel
Alegre, Cão como nós, Publicações Dom
Quixote, 2002









