Trabalho realizado por alunos do 12.º A no âmbito do Trabalho de Projeto desenvolvido na disciplina de Biologia, sob orientação da professora Carla Dias.
Trabalho realizado por alunos do 12.º A no âmbito do Trabalho de Projeto desenvolvido na disciplina de Biologia, sob orientação da professora Carla Dias.
Exposição de trabalhos dos alunos do 7º ano, realizados na disciplina de Educação Visual no âmbito do projeto Formar Leitores com a Arte, a partir das suas leituras dos livros História Breve da Lua, de António Gedeão, e O Homem Que Plantava Árvores, de Jean Giono, e inspirados na obra da artista plástica portuguesa Sofia Leitão.
Partindo do livro O
Sr. Pivete, do escritor britânico David Walliams, os alunos do 8º ano
escolheram um objeto ou uma personagem para ilustrar. Nas suas composições
foram aplicadas colagens de desperdícios, restos de tecido e pequenos objetos
sobre um suporte rígido, de modo a criar um graffiti tridimensional. Em algumas
propostas, o trabalho foi enriquecido com tintas e marcadores. Este desafio
criativo conjuga a leitura do livro com a obra do artista Bordalo II.
Os Livros que devoraram o meu pai. A Estranha e Mágica História de Vivaldo Bonfim, de Afonso Cruz.
Os Livros que devoraram o meu pai é, sobretudo, um livro
sobre livros. Tudo começa quando, no seu décimo segundo aniversário, Elias
Bonfim recebe da avó paterna a chave para a biblioteca do seu pai, Vivaldo
Bonfim. Sentado na antiga poltrona de Vivaldo, Elias decide sair do mundo real e
começa a ler as obras que o pai lhe deixou, iniciando uma busca incessante pelo
seu pai que desaparecera entre livros e leituras.
Vivaldo Bonfim era escriturário numa repartição de Finanças.
Para escapar à rotina entediante em que a burocracia o envolvia, levava
romances e novelas para o trabalho. Um dia, fingindo trabalhar, perde-se na
leitura e desaparece deste mundo, engolido pelo próprio livro. Esta é a sua
verdadeira história — contada pelo filho, Elias Bonfim, que
irá à procura do seu pai, através das narrativas que este tinha visitado
através da leitura, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos,
paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras.
Afonso Cruz, escritor, realizador de filmes de animação,
ilustrador, designer e músico português, nasceu em 1971, na Figueira da Foz.
Estudou na Escola Secundária Artística António Arroio, na Faculdade
de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e no Instituto Superior de Artes
Plásticas da Madeira. Em 2008, estreou-se na publicação literária, com o
romance A Carne de Deus.
Até hoje, publicou mais de trinta livros, entre romances, conto,
ensaio, poesia, teatro, não-ficção, e ilustrou outros tantos.
Tem sido distinguido com diversos prémios, entre os quais, o
Prémio Literário Maria Rosa Colaço, em 2009, pelo romance Os livros que
devoraram o meu pai.
Partindo do livro O Fantasma de Canterville, de
Oscar Wilde, os alunos das turmas do 9º ano criaram propostas de redesign
editorial para a capa do livro, tendo em conta o conteúdo da obra, personagens,
ambientes e ação descritos no texto da obra referida.
As propostas visuais incluem técnicas de desenho
com materiais como o lápis de cor, marcador, caneta sobre papel cavalinho, num
desafio criativo que acompanha a leitura do livro escolhido e o contacto com a
obra das artistas Ana Barriga e Xana Abreu.
14 de março - Dia
Internacional da Matemática
O
Dia Internacional da Matemática celebra-se todos os anos, desde 2019, no dia 14
de março.
Até
2019, o dia 14 de março era conhecido mundialmente como o Dia do Pi. A data é
escrita como 3/14 em alguns países e 3,14 é o valor aproximado de Pi.
O
Dia Internacional da Matemática é uma iniciativa da União Internacional de
Matemática, organização dedicada à cooperação internacional no domínio da
Matemática, e teve o apoio de várias sociedades científicas, incluindo a SPM
(Sociedade Portuguesa de Matemática) e a APM (Associação de Professores de
Matemática).
Neste
ano letivo, para assinalar este dia, a maioria das turmas do 3.º Ciclo criaram
cartazes com o tema “Matemática, Arte e Criatividade” que se encontram expostos
nas respetivas salas de aula.
Para
conheceres um pouco da história da Matemática através de uma aplicação
interativa clica no seguinte link:
Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, que se comemora a 8 de março, resolvemos recordar grandes personagens femininas criadas pela pena de grandes escritores. Anna Karenina, Madame Bovary, Lady Chatterley ou Alexandra Alpha transportam consigo a mestria de Tolstoi, Flaubert, D. H. Lawrence ou Cardoso Pires. Entre tantas outras, cada uma à sua maneira, conseguiram imprimir a sua força numa época ainda marcada pelo poder masculino.
A Academia Sueca atribuiu hoje o
Prémio Nobel da Literatura à escritora sul-coreana Han Kang, nascida em 1970,
em Gwangju, na Coreia do Sul. Entre 121 laureados, é a 18.ª mulher a receber este
galardão.
De acordo com o comunicado da Academia
Sueca, Han Kang é premiada com o Nobel da Literatura de 2024 pela sua “intensa prosa poética que confronta traumas
históricos e expõe a fragilidade da vida humana. […] Na sua obra, Han Kang
confronta traumas históricos e normas invisíveis e, em cada um dos seus
trabalhos, expõe a fragilidade da vida humana. A autora tem uma consciência
única das ligações entre o corpo e a alma, os vivos e os mortos, e, com o seu
estilo poético e experimental, tornou-se uma inovadora na prosa contemporânea”.
Formada em Literatura Coreana pela
Universidade de Yonsei, estreou-se como autora publicada em 1993, ao assinar
cinco poemas numa edição da revista local Literatura
e Sociedade.
Apesar de ter lançado dois romances e
uma coleção de contos antes, foi com A Vegetariana, com o qual venceu o
Internacional Booker, em 2016, que ganhou protagonismo internacional. Foi o seu
primeiro livro a ser traduzido para inglês e ser editado em Portugal, em 2016,
pela Dom Quixote.
Ela era absolutamente normal. Não era bonita, mas também não era feia. Fazia as coisas sem entusiasmo de maior, mas também nunca reclamava. Deixava o marido viver a sua vida sem sobressaltos, como ele sempre gostara. Até ao dia em que teve um sonho terrível e decidiu tornar-se vegetariana. E esse seu ato de renúncia à carne – que, a princípio, ninguém aceitou ou compreendeu – acabou por desencadear reações extremadas da parte da sua família. Tão extremadas que mudaram radicalmente a vida a vários dos seus membros – o marido, o cunhado, a irmã e, claro, ela própria, que acabou internada numa instituição para doentes mentais. A violência do sonho aliada à violência do real só tornou as coisas piores; e então, além de querer ser vegetariana, ela quis ser puramente vegetal e transformar-se numa árvore.
Talvez uma árvore sofra menos do que
um ser humano.
(da sinopse da edição portuguesa de
2016, disponível na Biblioteca da Escola Secundária Dona Inês de Castro, Agrupamento de Escolas de Cister)
Atos
Humanos (2017), sexto romance da autora e o segundo
a ser publicado em Portugal, recupera o massacre de 18 de maio de 1980 na
região de Gwangju, na Coreia do Sul. Em 1980, estudantes de norte a sul do país
revoltaram-se contra o fecho de universidades e a falta de liberdade de
expressão. Porém, foi na região de Gwangju que a repressão foi mais violenta,
acabando a população por se juntar ao protesto, dando origem a um dos piores
massacres na história do país. Os mortos e desaparecidos ainda estão, ainda,
por contabilizar. Como lidar com a morte de alguém quando o seu corpo não
aparece? Kang e a família deixaram Gwangju quatro meses antes dos massacres, mudando-se
para Seul.
Atos
Humanos é a história de Dong-ho, um rapaz que não
resistiu a seguir o melhor amigo até à manifestação, mas, quando ouviu os
tiros, largou-lhe a mão, procurando-o agora entre os cadáveres de uma morgue
improvisada. E é também a história dos que cruzaram o caminho de Dong-ho antes
e depois dessa noite infame – os que caíram por terra desarmados e os que foram
levados para a prisão e torturados; os que sobreviveram ao terror mas nunca
mais conseguiram falar do assunto e os que, tantos anos passados, sabem, tal
como Han Kang, que a história pode repetir-se a qualquer momento e que é
preciso lembrar os atos brutais de que os humanos são capazes. Este é um
romance universal e moderno sobre a batalha que os fracos travam contra os fortes
na luta pela justiça.
(da sinopse da edição portuguesa de 2017)
O
Livro Branco, publicado em Portugal em 2019, pelas
Publicações Dom Quixote, é uma meditação sobre luto e memória, considerado o mais
autobiográfico e simultaneamente experimental livro de Han Kang.
O livro começa com uma simples lista
de coisas brancas: a neve, o sal, a espuma das ondas, o papel, o arroz, os
cabelos dos velhos, as cobertas em que a mãe da autora embrulhou a primeira
filha, que nasceu prematura, muitos anos antes de existir este livro. É também
uma reflexão sobre o luto, o renascimento e a tenacidade do espírito humano e
uma investigação sobre a beleza, a fragilidade e a estranheza da vida: se, por
exemplo, a sua irmã tivesse sobrevivido, teria Han Kang chegado a nascer?
Poderíamos nós ler a sua história tão tocante?
(da sinopse da edição portuguesa de
2019)
Lições
de Grego (2023), o seu último livro, conta a história
de um professor de Grego que está a perder a visão e de uma aluna que está a
perder a voz. Ambos descobrem, porém, que existe uma dor ainda mais funda a
uni-los: numa questão de meses, ela perdeu a mãe e a batalha pela custódia do
filho; já ele ganhou o medo de perder a autonomia e o incómodo de, por ter
crescido entre a Coreia do Sul e a Alemanha, estar sempre dividido entre duas
culturas e duas línguas tão diferentes.
Lições
de Grego fala de um homem e de uma mulher comuns que
se conhecem num momento de angústia privada – a perspetiva da cegueira dele
encontra-se com o silêncio dela. Mas são justamente estes handicaps que os
atraem um para o outro, levando-os a encontrar uma saída da escuridão para a
luz, do silêncio para a expressão.
Com uma estrutura em espiral e a
sensibilidade a que Han Kang já nos habituou, o presente romance é como uma
terna carta de amor à intimidade humana, um texto que desperta os nossos
sentidos e reflete sobre a essência do que realmente significa estar vivo.
(da sinopse da edição portuguesa de 2023)
Com o objetivo de combater o
preconceito, o estigma e promover o conhecimento sobre saúde mental, a
Federação Mundial da Saúde Mental criou, em 1992, o Dia Mundial da Saúde
Mental, uma data que se assinala anualmente a 10 de outubro.
Este ano, a Organização Mundial da
Saúde (OMS), escolheu como lema It is
time to Prioritize Mental Health in the Workplace (“É Hora de Priorizar a
Saúde Mental no Local de Trabalho”). De acordo com a Direção-Geral da Educação,
o lema para este ano está perfeitamente alinhado com os princípios que tem
vindo a defender em prol de Escolas Saudáveis, promotoras e garante do
Bem-Estar integral das crianças e jovens, e onde a saúde mental e as
competências socioemocionais estão na base de todos os comportamentos em saúde.
Saúde Mental e Biblioterapia
Num texto publicado originalmente em
1905, Marcel Proust dizia
“A leitura está no limiar da vida espiritual; pode introduzir-nos nela: não a constitui. Há, contudo, alguns casos, alguns casos patológicos por assim dizer, de depressão espiritual, em que a leitura se pode tornar uma espécie de disciplina curativa e ser encarregada, através de incitamentos repetidos, de reintroduzir perpetuamente um espírito preguiçoso na vida do espírito. Os livros desempenham então junto dele um papel análogo ao dos psicoterapeutas junto de certos neurasténicos.”
(Marcel Proust, O Prazer da Leitura, Editora Teorema, 2011: 31)
Etimologicamente oriundo do grego biblios (livro) e therapeia (terapia), apenas no princípio do século XX o termo “biblioterapia” entra no léxico ocidental pela palavra inglesa bibliotherapy, conceito associado a práticas em hospitais que usam a literatura como suporte do processo de cura, sobretudo com vista à promoção da saúde mental.
Na biblioteca medieval da Abadia de São Galo, na Suiça (uma das mais ricas e antigas do Mundo, classificada em 1983 como Património Mundial da UNESCO), existia a inscrição
"Tesouro dos remédios da alma"
Neste dia dedicado à Saúde Mental,
apresentamos como sugestão de leitura a obra
Ler para Viver – Como a biblioterapia pode melhorar as nossas vidas, de Sandra
Barão Nobre. (disponível no catálogo da Biblioteca do ECB)
Publicado em 2024, com este livro a
autora deseja partilhar o seu saber, trazendo a biblioterapia do mundo quase
exclusivamente académico e teórico para a vida do dia-a-dia, ajudando também o
leitor a viver melhor.
Considerando que a biblioterapia
permite cuidar do desenvolvimento contínuo do ser humano, através da relação
subjetiva e existencial que cada um estabelece com as histórias, sejam elas
lidas em silêncio, narradas por outrem ou dramatizadas, Sandra Barão Nobre apresenta-nos
uma “farmácia literária” com mais de 200 sugestões de leitura, para ganhar
confiança, combater a discriminação, melhorar o humor, aproveitar o tempo, e
muitas outras formas de aplicar o poder transformador dos livros, com o objetivo
de melhorar o estado de espírito e o bem-estar de qualquer pessoa.