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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Dia Internacional da Língua Materna


“Uma língua é o lugar donde se vê o mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir. Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso a voz do mar foi em nós a da nossa inquietação. Assim o apelo que vinha dele foi o apelo que ia de nós.”
Vergílio Ferreira (1991)
Excerto do texto «A Voz do Mar», lido por Vergílio Ferreira em 1991,
na cerimónia em que lhe é atribuído o Prémio Europália (Bruxelas)
Vergílio António Ferreira (Gouveia, Melo, 28 de janeiro de 1916 — Lisboa, 1 de março de 1996) foi um escritor e professor português.
A sua obra percorre vários géneros, da ficção ao ensaio e diário e pode ser agrupada em dois períodos literários: o Neorrealismo (de 1938 a 1947) e o Existencialismo (de 1953 a 1996). Considera-se que Mudança (1948) é o livro que marca a transição entre os dois períodos.
Foram vários os prémios que recebeu ao longo da vida, destacando-se o Prémio D. Dinis (1981), o Prémio Literário Município de Lisboa (1983), o Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística (1984, 1991), o Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB (1987), o Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB (1993), o Prémio P.E.N. Clube Português de Ensaio (1993).

Em 1991 recebe o Prémio Europália, em Bruxelas, pelo conjunto da sua obra. Em 1992 é eleito para a Academia das Ciências de Lisboa e é-lhe atribuído o Prémio Camões.

Um livro em mirandês na Biblioteca do ECB



Com o livro Cuontas de la Dona Tierra, os autores Maria Helena Henriques, Maria José Moreno e Galopim de Carvalho pretendem partilhar com os mais pequenos o seu saber sobre os mistérios e encantos da natureza, naquilo que ela tem de mais belo. Minerais, correntes de água e animais de todas as espécies são os companheiros ideais para as aventuras dos mais jovens, no magnífico cenário do planeta Terra, com as ilustrações de Mariana Santos.

Numa edição da Imprensa da Universidade de Coimbra, e fazendo parte da coleção infanto-juvenil “Descobrir as Ciências”, a particularidade deste livro é estar publicado em mirandês (com traduções de Amadeu Ferreira, Alcides Meirinhos, Alfredo Cameirão, Bina Cangueiro, Carlos Ferreira, Duarte Martins, Faustino Antão, Francisco Domingues e Válter Deusdado), o que lhe mereceu uma mensagem do presidente da Comissão Nacional da UNESCO, Fernando Andresen Guimarães, incluída nesta edição.

O mirandês, segunda língua oficial em Portugal


Em Portugal, existem três línguas oficiais: o português, a língua gestual portuguesa (reconhecida desde 1997) e o mirandês (reconhecido desde 1999).
O mirandês é um idioma pertencente ao grupo asturo-leonês (ocidental) e é falado por cerca de 8500 pessoas, no concelho de Miranda do Douro e nalgumas freguesias dos concelhos de Vimioso, Mogadouro, Macedo de Cavaleiros e Bragança. O mirandês tem três subdialetos (central ou normal, setentrional ou raiano, meridional ou sendinês); muitos dos seus falantes são bilingues, trilingues ou até mesmo quadrilingues, falando o mirandês, o português, o castelhano e o galego.
Embora o isolamento desta região transmontana e a sua proximidade com Espanha possam explicar a preservação da língua mirandesa, a pressão do português e do castelhano, o desenvolvimento das regiões e das tecnologias da informação e comunicação num mundo globalizado têm ameaçado o mirandês, pelo que nos últimos anos esta língua tem sido objeto de medidas de defesa e valorização, tais como:
  • ensino em mirandês, como opção, nas escolas do ensino básico do concelho de Miranda do Douro, desde 1986/1987, por autorização ministerial de 9 de Setembro de 1985;
  • publicação de livros sobre e em mirandês, pela Câmara Municipal de Miranda do Douro;
  • realização anual de um festival da canção e de um concurso literário, por iniciativa da Câmara Municipal de Miranda do Douro;
  • uso do mirandês em festas e celebrações da cidade e, ocasionalmente, nos meios de comunicação social;
  • publicação em mirandês de dois volumes da série de banda desenhada Asterix;
  • publicação em mirandês de O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry;
  • tradução de todas as placas toponímicas da cidade de Miranda do Douro, efetuada em 2006 pela Câmara Municipal;
  • estudo por centros de investigação portugueses, como o Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, com o projeto "Atlas Linguístico de Portugal", e a Universidade de Coimbra, com o "Inquérito Linguístico Bolêo";
  • criação de uma Wikipédia em mirandês, a Biquipédia;
  • disponibilização de sítios em mirandês, entre eles o Photoblog e o WordPress.


Muitas línguas têm orgulho dos seus pergaminhos antigos, da literatura escrita há centenas de anos e de escritores muito famosos, hoje bandeiras dessas línguas. Mas há outras que não podem ter orgulho de nada disso, como é o caso da língua mirandesa.

Muitas lhénguas ténen proua de ls sous pergaminos antigos, de la lhiteratura screbida hai cientos d'anhos i de scritores hai muito afamados, hoije bandeiras dessas lhénguas. Mas outras hai que nun puoden tener proua de nada desso, cumo ye l causo de la lhéngua mirandesa.







Dia Internacional da Língua Materna


O Dia Internacional da Língua Materna é comemorado em 21 de fevereiro e foi proclamado pela UNESCO em 17 de novembro de 1999 e reconhecido formalmente pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
Na origem desta comemoração está o dia 21 de fevereiro de 1952 que assinala o início da luta do povo do Paquistão Oriental (atualmente o Bangladesh) pelo reconhecimento do bengali ou bangla como língua oficial no território (falada por 98% da população) e não o urdu (língua do Paquistão Ocidental), que em 1948 o governo paquistanês havia declarado como a única língua oficial do país.
Embora apenas em 1971 o Paquistão Oriental tenha conquistado a independência, adotando o nome de Bangladesh, e visto o bengali reconhecido como língua oficial, desde 1952 que neste território se comemora o dia 21 de fevereiro como o Dia do Movimento da Língua.
Em 1999, a UNESCO decretou esta data como o Dia Internacional da Língua Materna com o objetivo de promover o multilinguismo e a diversidade linguística e cultural, e também de proteger e salvaguardar todas as línguas faladas no Mundo, honrando tradições culturais e respeitando a diversidade linguística.
Em 2017, o tema do Dia Internacional da Língua Materna é
"Rumo a futuros sustentáveis através da educação multilíngue".
“On the occasion of this Day, I launch an appeal for the potential of multilingual education to be acknowledged everywhere, in education and administrative systems, in cultural expressions and the media, cyberspace and trade.”
Irina Bokova, Diretora-Geral da UNESCO
A UNESCO estima que, das mais de 7000 línguas faladas em todo o globo, metade corre o risco de vir a desaparecer. Irina Bokova, Diretora Geral desta organização, reconhece que “a perda de línguas empobrece a Humanidade”.

Ainda de acordo com a UNESCO, o acesso a uma educação multilíngue, que inclua a aprendizagem da língua materna e também de outras línguas, contribui para a aquisição das competências da leitura, escrita e cálculo. As línguas locais, mesmo quando minoritárias, transmitem valores culturais e conhecimentos, quer modernos, quer tradicionais, estimulam a criatividade e contribuem para uma participação cívica responsável, tornando-se por isso indispensáveis para o desenvolvimento de um futuro sustentável e para a promoção da igualdade e equidade, nomeadamente no que às mulheres diz respeito.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Exposição As Cidades Invisíveis







«As Cidades Invisíveis apresenta-se como uma série de relatos de viagem que Marco Polo faz a Kublai Kan, imperador dos tártaros. [...] A este imperador melancólico, que percebeu que o seu poder ilimitado conta pouco num mundo que caminha em direção à ruína, um viajante visionário fala de cidades impossíveis, por exemplo, uma cidade microscópica que se expande, se expande até que termina formada por muitas cidades concêntricas em expansão, uma cidade teia de aranha suspensa sobre um abismo, ou uma cidade bidimensional como Moriana. [...] Creio que o livro não evoca apenas uma ideia atemporal de cidade, mas que desenvolve, ora implícita ora explicitamente, uma discussão sobre a cidade moderna. [...] Penso ter escrito algo como um último poema de amor às cidades, quando é cada vez mais difícil vivê-las como cidades.»
Italo Calvino
Em As Cidades Invisíveis, o escritor italiano Italo Calvino imagina um diálogo fantástico entre Marco Polo, o maior viajante de todos os tempos, e Kublai Khan, o imperador dos Tártaros, em cuja corte o mercador veneziano terá desempenhado funções diplomáticas. Porque Kublai Khan não pode ver com os seus próprios olhos toda a extensão do seu império, Marco Polo será a sua visão, descrevendo-lhe minuciosamente 55 cidades (imaginárias) por onde teria passado, agrupadas em temas como “as cidades e a memória”, “as cidades e o céu”, “as cidades e os mortos”, “as cidades e o desejo” e todas com nome de mulher (Procópia, Ersília, Olinda, Sofrónia, Tecla, Trude, …).
A partir da leitura de excertos desta obra de Calvino, os alunos do 11º ano do curso de Artes Visuais imaginaram algumas dessas cidades, criando uma técnica mista de representação através da manipulação de mais do que um material.

O resultado do seu trabalho pode ser visto na Exposição que se encontra patente no átrio da Biblioteca.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Dia dos Namorados ou Dia de S. Valentim

Por que é que desde meados do século XIX o dia 14 de fevereiro é comemorado como o Dia dos Namorados no mundo ocidental?

Segundo a tradição cristã, este dia está associado à morte de um bispo romano no século III. O imperador Cláudio II proibiu a realização de casamentos durante as guerras, justificando a proibição com o facto de os solteiros serem melhores guerreiros. No entanto, o bispo Valentim, contrariando a ordem imperial, continuou a celebrar casamentos, razão por que foi preso e condenado à morte. Considerado um mártir pela Igreja, a data da sua morte (14 de fevereiro) passou a associar-se à festa em nome do amor e dos namorados.
Este dia já era assinalado na Roma Antiga pois marcava a véspera da festa anual das Lupercais, celebrada em honra da deusa Juno (mulher de Júpiter e rainha dos deuses, deusa da mulher e casamento) e do deus Pã (também chamado Fauno Luperco – o que protege do lobo –, o deus que terá tomado a forma de uma loba e amamentou os gémeos Rómulo e Remo, lendários fundadores da cidade de Roma).
Em 494 d.C., o Papa Gelásio I proibiu e condenou oficialmente essa festa pagã. Numa tentativa de cristianizá-la, substituiu-a pelo dia dedicado a S. Valentim.
Na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor à porta dos seus amados.
Na sua forma moderna, a tradição surgiu em 1840, nos Estados Unidos, quando a artista Esther Howland resolveu produzir um postal para comemorar o Dia de S. Valentim e vendeu 5000 dólares em cartões do Dia dos Namorados (os Valentine Cards). A sua fama espalhou-se e Esther Howland passou a ser considerada "The Mother of the American Valentine".

Desde aí, a tradição de enviar cartões continuou a aumentar e, a partir do século XX, transforma-se numa prática em todo o mundo.


(Postal de S. Valentim, de Esther Howland) 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Autor do mês de fevereiro - Padre António Vieira


Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras.

Portentosas foram antigamente aquelas façanhas, ó portugueses, com que descobristes novos mares e novas terras, e destes a conhecer o mundo ao mesmo mundo […]. Em nada é segundo e menor este meu descobrimento, senão maior em tudo: […] maior cabo, maior esperança, maior império.
Pe. António Vieira (1608-1697)
Padre António Vieira, religioso, filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus, nasceu em Lisboa, a 6 de fevereiro de 1608, e morreu em Salvador da Baía, Brasil, no dia 18 de julho de 1697.
É considerado uma das mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória e destacou-se também como missionário da Companhia de Jesus no Brasil. Defendeu os direitos dos povos indígenas, combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era por eles chamado de "Paiaçu" (Grande Pai, em tupi). Foi ainda um defensor dos judeus e da abolição da distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos.
Padre António Vieira chegou ao Brasil em 1614, onde o pai desempenhava o cargo de escrivão do Tribunal da Relação da Baía. Começou os seus estudos no Colégio dos Jesuítas de Salvador e em 1623 entrou como noviço na Companhia de Jesus, tendo sido ordenado sacerdote em 1634.
Conhecido pelos seus primeiros sermões, foi professor de Retórica em Olinda a partir de finais de 1626 e, em 1638, foi nomeado professor de Teologia do Colégio Jesuíta de Salvador.
Em 1641, após a Restauração, regressou a Portugal numa missão diplomática, pois integrava a comitiva que veio ao Reino prestar obediência ao novo monarca. Ganhou a confiança de D. João IV e foi por este enviado em missões diplomáticas aos Países Baixos e à França.
As suas pregações a favor dos judeus e os conflitos daí decorrentes com a Inquisição levam-no a regressar ao Brasil onde, entre janeiro de 1653 e setembro de 1661, dirigiu uma Missão no Grão-Pará e Maranhão, defendendo sempre a liberdade dos índios. Vários dos seus Sermões versavam precisamente esta temática, o que o obrigou a deixar o Brasil por reações contrárias às suas ações contra a escravatura, regressando a Portugal.
A partir de então, a sua vida será marcada por conflitos constantes com o Santo Ofício. Procurou proteção junto do Papa, em Roma, obtendo a anulação das suas penas e condenações.
Depois de nova passagem por Lisboa, regressou definitivamente ao Brasil em 1681, por questões de saúde. Em 1688, exerceu a função de Visitador-Geral das Missões do Brasil e dedicou o final da vida à edição dos Sermões, Cartas e de Clavis Prophetarum, uma obra de interpretação profética das Escrituras que iniciara em Roma, mas que não chegou a concluir.
Padre António Vieira morreu em São Salvador da Baía a 18 de julho de 1697, com 89 anos, deixando uma obra complexa que exprime muitas das suas opiniões políticas.
Entre os seus sermões, alguns dos mais célebres são: o "Sermão da Quinta Dominga da Quaresma", o "Sermão da Sexagésima", o "Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda", o "Sermão do Bom Ladrão", o "Sermão de Santo António aos Peixes", entre outros.
Vieira deixou cerca de 700 cartas e 200 sermões, reunidos numa Obra Completa em 30 volumes que começou a ser publicada em 2013 e que inclui cartas, sermões, obras proféticas, escritos políticos, sobre os judeus e sobre os índios, bem como a sua poesia e teatro.
Este projeto, resultado de uma cooperação internacional entre várias instituições de investigação e academias científicas, culturais e literárias luso-brasileiras, sob a égide da Reitoria da Universidade de Lisboa e sob a direção de José Eduardo Franco e Pedro Calafate, foi desenvolvido pelo CLEPUL em parceria com a Santa Casa da Misericórdia e publicado pelo Círculo de Leitores, com o último volume lançado em 2014. Além desta edição portuguesa, será ainda publicada uma seleção de textos em 12 línguas.


Obras de Padre António Vieira no catálogo da Biblioteca do ECB:
Obra Completa (30 volumes)
Sermões
Livro anteprimeiro da história do futuro
Obras escolhidas

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Livros sobre o Holocausto

27 de janeiro – Dia Internacional da Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto

"It would be a dangerous error to think of the Holocaust as simply the result of the insanity of a group of criminal Nazis. On the contrary, the Holocaust was the culmination of millennia of hatred, scapegoating and discrimination targeting the Jews, what we now call anti-Semitism".

António Guterres, Secretário-Geral da ONU

Em 1945, no dia 27 de janeiro foi libertado o maior campo de extermínio nazi, em Auschwitz-Birkenau, pelas tropas soviéticas, no fim da II Guerra Mundial. Em dezembro de 2005, a Assembleia Geral das Nações Unidas, durante a sua 42ª sessão plenária, estabeleceu este dia como o Dia Internacional da Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto.
Este é um dia para recordar os milhões de vítimas provocadas pelo genocídio da Alemanha nazi sobre os judeus, ciganos, homossexuais, entre outros, ocorrido durante a II Guerra Mundial. Esta iniciativa pretende, assim, preservar a memória do holocausto, sensibilizando as novas gerações para a dimensão e consequências do genocídio, de forma a que acontecimentos como este não se repitam.
Algumas ligações da Organização das Nações Unidas sobre esta temática:

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Marcel Proust, Agatha Christie, Charles Dickens

Em Busca do Tempo Perdido, do escritor francês Marcel Proust (1871-1922), é considerado o livro mais longo de todos os tempos. Tem 9 609 000 caracteres, contando os espaços entre as letras. Proust escreveu o primeiro volume, dos sete que compõem a série, em 1912. Com uma saúde frágil, passou boa parte da vida a estudar e frequentar os salões da aristocracia francesa, retratada na sua obra. 




O autor mais traduzido da história é uma mulher, Agatha Christie, e tem pelo menos 8 mil livros traduzidos. Os seus romances policiais conquistaram o mundo, tornando-a conhecida como a Rainha do Crime. Entre os seus livros mais populares temos As dez figuras negras, que foi a sua obra mais vendida.
http://www.culturamix.com/cultura/livros/autores-mais-traduzidos-do-mundo/




Segundo alguns sítios, o livro mais vendido do mundo é o romance Um Conto de Duas Cidades. Escrito pelo britânico Charles Dickens, e publicado em 1859, teve pelo menos 200 milhões de exemplares vendidos no mundo.



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Concurso de Matemática - PANGEA

O Concurso de Matemática PANGEA visa unir alunos de todo o país e motivá-los através da matemática. Queremos que os alunos fortaleçam a sua autoconfiança e as suas capacidades.

Vantagens!
  •       A inscrição no concurso tem o valor simbólico de 1€ por aluno!
  •       A participação é livre e cada aluno deverá decidir se participa.
  •       Não há pré-seleções nem os resultados irão influenciar as notas escolares.
  •      A primeira eliminatória, do 7.° ano ao 10.° ano, consiste em 20 perguntas, das quais mais da metade pertencem à categoria 1 a 3 pontos,  estimulando assim a autoconfiança de estudantes com mais dificuldades.
  •       Cada ano escolar tem o seu próprio enunciado.
  •       Os resultados da 1ª prova são automáticos!
  •     Interessantes prémios e medalhas para os finalistas e diplomas para todos numa fantástica Cerimónia!
  •       Não há trabalho extra para os professores! A Avaliação é automática e feita pelo Pangea através do sistema Edubox num curto período de tempo.



As inscrições decorrem até dia 1 de fevereiro! Inscreve-te junto do teu professor de Matemática!



Mais informações sobre o concurso: www.concurso-de-pangea.com.pt



Maria Vazquez
TLM.: 936317858
TLF.: 226 067 127

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Concurso Nacional de Leitura - Ensino Secundário - alteração de data da 1ª fase




ENSINO SECUNDÁRIO

FASES DO CONCURSO
1ª Fase (Local): 17 de janeiro de 2017, 14:30 – apresentação oral
2ª Fase (Distrital): até 5 de maio de 2017, numa Biblioteca Municipal a designar
3ª Fase (Nacional): junho/julho de 2017, em Lisboa, com transmissão na RTP
REGULAMENTO - 1ª FASE
Destinatários: Alunos do Ensino Secundário
Obra selecionada: Capitães da Areia, de Jorge Amado
Condições de participação:
·         Inscrever-se no Concurso.
·          Ler a obra selecionada.
·         Respeitar as regras constantes do Regulamento, bem como as decisões do júri.
·         Participar, de modo disciplinado, nas eliminatórias.
·         Entregar ao DT uma autorização do Encarregado de Educação (caso o aluno seja selecionado para a 2ª Fase).
Calendarização:
·         Inscrição, junto da professora de Português, até ao dia 14 de dezembro de 2016.
·         Entrega pelas professoras de Português, na Biblioteca, da lista de alunos inscritos até ao dia 16 de dezembro (em documento próprio).
·         Leitura autónoma da obra.
·         Apresentação oral da leitura efetuada (com recurso a power point, com limite máximo de 5 diapositivos) no dia 17 de janeiro de 2017, pelas 14h30m, em sala a designar.
·         Realização de uma prova escrita (ficha de leitura) para efeitos de desempate no dia 23 de janeiro de 2017, pelas 16h40m, em sala a designar.
Divulgação:
·         No dia 25 de janeiro de 2017, na página web e na newsletter do Externato Cooperativo da Benedita, nas redes sociais do Externato Cooperativo da Benedita e da Biblioteca, no jornal Toque de Saída e no circuito interno de TV do nome do aluno que representará o ECB na fase distrital.
Normas de participação:
·         Caso o aluno concorrente falte às provas, não poderá realizá-las noutra data.
·         O aluno que perturbe a realização das provas fica impedido de participar no concurso.
·         Cabe ao júri decidir todas as situações omissas neste regulamento.
O regulamento geral do concurso e as regras relativas à 2ª e à 3ª fases devem ser consultados em www.planonacionaldeleitura.gov.pt.
Benedita, 9 de janeiro de 2017
A Coordenadora do CNL

Teresa Agostinho

Livros novos nas estantes

Livros novos nas estantes da Biblioteca do ECB.

Livros da Imprensa da Universidade de Coimbra

Recentemente, a coleção da Biblioteca do ECB foi enriquecida com a oferta de uma série de monografias pela Imprensa da Universidade de Coimbra, no âmbito do seu projeto de “Disseminação científica”. Aqui apresentamos alguns dos títulos.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

4 de janeiro - Dia Mundial do Braille

O sistema de leitura e de escrita Braille foi criado em 1825 por Louis Braille, nascido no dia 4 de janeiro de 1809, em Coupvray, uma localidade perto de Paris. Louis Braille ficou cego aos 3 anos e aos 20 anos conseguiu formar um alfabeto com diferentes combinações de 1 a 6 pontos que se alastrou pelo mundo e que ainda hoje é usado como forma oficial de escrita e de leitura das pessoas cegas.
O Braille é um código universal baseado na combinação de seis pontos dispostos em duas colunas e três linhas, formando 64 carateres ou sinais diferentes, gravados em relevo sobre papel, que representam as letras do alfabeto, os números, sinais de pontuação e acentuação, a simbologia científica, musicográfica, fonética e informática. Este sistema, adaptado à leitura tátil, permite às pessoas cegas o acesso ao conhecimento e favorece a sua inclusão na sociedade e o pleno exercício da cidadania, pois existem edições de livros, folhetos, medicamentos, cds, dvds, com impressão em Braille para facilitar a perceção do conteúdo.
O Dia Mundial do Braille consagra os princípios da dignidade, autonomia individual, liberdade de escolha e independência presentes na Convenção sobre os Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência.
Em Portugal, o Núcleo para o Braille e Meios Complementares de Leitura, no âmbito do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P, organiza vários eventos para celebrar a efeméride no Dia Mundial do Braille.




domingo, 1 de janeiro de 2017

Autor do mês de janeiro - Umberto Eco



“A leitura é uma necessidade biológica da espécie. Nenhum ecrã e nenhuma tecnologia conseguirão suprimir a necessidade de leitura tradicional.”
Umberto Eco nasceu no dia 5 de janeiro de 1932, na cidade italiana de Alexandria, na região do Piemonte, e morreu em Milão, a 19 de fevereiro de 2016.
Conhecido em Portugal sobretudo como romancista, a partir da publicação do romance O Nome da Rosa, em 1983, Eco começou a sua carreira como filósofo. Em 1954, com apenas vinte e dois anos, doutorou-se pela Universidade de Turim com a apresentação da tese “O Problema Estético em S. Tomás de Aquino”. A estética medieval começa, assim, a ser o seu primeiro campo de especialização. Nos anos 60 do século XX, envereda pelo estudo das relações entre a poética contemporânea e a pluralidade de significados, publicando a colectânea de ensaios Obra Aberta (1962) e entrando no universo da semiótica. Para Eco, todas as obras de arte são obras abertas, pois não contêm apenas uma interpretação, nem se apresentam como acabadas, cabendo ao intérprete também uma parte de coautoria.
Umberto Eco foi diretor da Escola Superior de Ciências Humanas na Universidade de Bolonha, onde lecionou a cadeira de Semiótica, e ensinou temporariamente em Universidades americanas (Yale, Columbia, Harvard), no Collège de France e na Universidade de Toronto. Foi ainda colaborador em publicações periódicas universitárias.
Em 1980, estreia-se como romancista, com a publicação de O Nome da Rosa, a que se seguirão O Pêndulo de Foucault (1988), A Ilha do Dia Antes (1994), Baudolino (2000), A misteriosa chama da rainha Loana (2004), O Cemitério de Praga (2011) e O número zero, em 2015.
Da sua vasta obra contam ainda muitos ensaios na área da filosofia, da semiótica, da linguística e da estética, dos quais se podem destacar a já referida Obra aberta, Diário Mínimo, A definição da arte, A obsessão do fogo, A passo de caranguejo, Leitura do texto literário, O signo, Semiótica e filosofia da linguagem, O super-homem das massas, ou Como se faz uma tese em ciências humanas.

Alguns destes títulos integram o catálogo da Biblioteca do Externato Cooperativo da Benedita.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Dia Internacional do Migrante

18 de dezembro – Dia Internacional do Migrante
No dia 18 de dezembro de 1990, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a Convenção Internacional para a Proteção dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Famílias. Em 2000, o dia 18 de dezembro foi proclamado como o Dia Internacional do Migrante, ou Dia Internacional das Migrações.
Os Estados Membros da ONU, assim como Organizações Internacionais e Não Governamentais, são neste dia convidados a celebrar a data através da disseminação de informação sobre Direitos Humanos e liberdades fundamentais dos migrantes.
Se as migrações têm sido uma constante da Humanidade ao longo da História, a globalização, as novas tecnologias de informação e comunicação, as crises económicas e, sobretudo, os conflitos existentes em várias partes do mundo têm contribuído para que nos últimos anos se assista a um aumento dos movimentos migratórios.
É considerada migrante a pessoa que:
  • ·         é forçada a deixar o seu país ou que o faz voluntariamente;
  • ·         procura uma vida melhor ou uma vida diferente;
  • ·         possui autorização de residência num determinado país;
  • ·         vive na clandestinidade.

Segundo o Relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM), de 2011, lançado no passado dia 6 de Dezembro, a migração continua a ser vista de forma negativa, quer pelas populações, quer pelos media, situação que levou Ban Ki-Moon, secretário-geral das Nações Unidas, a afirmar que “Os migrantes fazem parte da família humana”, pelo que é urgente a ratificação da Convenção Internacional para a Proteção dos Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Famílias, pois, até ao presente, apenas 45 Estados a ratificaram, entre os quais, da CPLP, apenas Cabo Verde e Timor-Leste.

Dados da OIM (Organização Internacional para as Migrações) apontam para que, em 2015, se tenham registado 1 011 712 chegadas de migrantes à Europa, 341 055 dos quais por mar.  Contabilizaram-se 4 271 mortes.




Sítios úteis sobre este assunto:
Website official da Organização das Nações Unidas para o Dia Internacional dos Migrantes: http://www.un.org/en/events/migrantsday/
Relatório da Organização Mundial para as Migrações 2011 - “Communicating Effectively about Migration”: http://publications.iom.int/bookstore/free/WMR2011_English.pdf
Alto Comissariado para as Migrações – acm@acm.gov.pt